MADA 2025 encerra 27ª edição com celebração à diversidade e à força da música brasileira

Festival reuniu grandes nomes da cena contemporânea na Arena das Dunas e reafirmou o protagonismo do Nordeste na rota dos grandes eventos culturais do país

Natal recebeu, neste sábado (18), o encerramento da 27ª edição do Festival MADA (Música Alimento da Alma), que transformou a Arena das Dunas em um grande palco de celebração da música, da arte e da diversidade. Com os portões abertos às 19h, o público viveu uma noite intensa e plural, marcada por encontros, performances e sons que reafirmaram a força da cena contemporânea brasileira.

O idealizador e diretor do evento, Jomardo Jomas, destacou o papel do MADA como um importante vetor cultural e turístico para o Nordeste.

Jomardo Jomas e Mateus Silomar

“Com tanto tempo de estrada, a maior missão do MADA é manter o frescor e as novas tendências em sua programação. A cada edição atraímos um público maior que reafirma a força do Nordeste nos grandes eventos”, afirmou o diretor.

Um line-up plural e potente

A segunda e última noite do MADA 2025 foi uma verdadeira maratona musical. O show de Guto Brantabriu a programação às 19h50, seguido pela banda O Cheiro do Queijo, que trouxe uma sonoridade marcante ao palco. Logo depois, o grupo SouRebel apresentou seu repertório vibrante às 20h40, preparando o terreno para o artista Edgar, que agitou o público com sua performance às 21h15. Quase simultaneamente, Potyguara Bardo levou sua estética única e teatral ao palco às 21h30.

Às 22h15, Val Pescador apresentou um show repleto de identidade e emoção, enquanto Rachel Reis, uma das grandes representantes da nova geração da música baiana, subiu ao palco às 22h20. A cantora encantou o público com faixas do elogiado álbum “Divina Casca”, celebrando sua estreia no festival e reforçando sua conexão com o público nordestino.

A energia se intensificou com as apresentações de Taj Ma House e BaianaSystem às 23h30, que transformaram a Arena das Dunas em uma grande pista de celebração. À meia-noite e meia, Brisatrouxe leveza e potência, seguida pela performance de Liniker, que emocionou o público com sua presença marcante e sua voz inconfundível.

A madrugada seguiu com Seed Selector, que comandou o clima eletrônico às 01h30, e Mano Brown, um dos nomes mais aguardados do festival, que se apresentou às 02h30 com um show histórico e cheio de significados. Logo em seguida, Katy da Voz e As Abusadas levaram irreverência e empoderamento ao palco às 02h45. Para encerrar a maratona, Irmãs de Pau e Aya Ibeji conduziram as últimas horas do festival, que seguiu até o amanhecer, celebrando a liberdade e a diversidade musical.

Um legado que vai além da música

Foto: Arquivo Papo Pop.

Mais do que um festival, o MADA 2025 reafirmou sua vocação como uma plataforma cultural e turística. Ao reunir artistas consagrados e novos talentos, o evento fortaleceu a economia criativa, promoveu intercâmbios culturais e consolidou Natal como um dos polos mais vibrantes da música brasileira contemporânea.

O festival contou com patrocínio de TIM, Budweiser, Guaraná Antarctica, Prudence, Unimed Natal, RAB Frios, Governo do Rio Grande do Norte, Secretaria Estadual de Cultura e Fundação José Augusto, por meio da Lei Câmara Cascudo. Teve ainda o apoio do Governo Federal, Embratur, Emprotur, Visit Brasil, O Boticário e Clube Frisson.

Com uma mistura de ritmos, ideias e encontros, o MADA 2025 encerrou sua 27ª edição deixando um recado claro: o Nordeste segue sendo o coração pulsante da música brasileira.