O Viva Usina encerra sua temporada 2025 em grande estilo, com um encontro inédito entre dois expoentes da nova música paraibana: Filosofino e Vieira. A dupla sobe ao palco da Tenda da Música, neste sábado (25), para uma apresentação exclusiva criada especialmente para o projeto, que tem como missão fortalecer e difundir o potencial artístico e cultural da Paraíba.
A programação gratuita se estende de sexta (24) a domingo (26) e inclui mostra de cinema, apresentações teatrais, contação de histórias e a tradicional Feira Viva Usina, que transforma os jardins da Usina Energisa em um espaço vibrante de convivência, gastronomia, artesanato e economia criativa. As atividades acontecem das 16h às 22h, conectando público e empreendedores independentes em um ambiente acolhedor e diverso.
Com este fim de semana, o Viva Usina conclui sua edição 2025, somando sete meses consecutivos de ações culturais que democratizam o acesso à arte e celebram a riqueza da produção local.
O projeto é realizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com produção da Atua Comunicação Criativa, apoio do Instituto Energisa, patrocínio do Grupo Energisa e realização do Ministério da Cultura e Governo Federal – União e Reconstrução.
Sexta tem cinema
A programação começa na sexta-feira (24) com a Mostra de Cinema Paraibano, às 20h, na Sala Vladimir Carvalho. Serão exibidos dois curtas que destacam diferentes visões sobre identidade e território:
- “Ixé Iandé”, do artista indígena Gustavo Gomes, mergulha na ancestralidade Potiguara por meio da dança e da memória ritualística.
- “A Última Dança de Ana”, do coletivo Choraboy Filmes, traz uma reflexão poética sobre o abandono do centro histórico de João Pessoa, utilizando a passagem do cometa Halley como metáfora do tempo e da transformação.
A força da música preta na Tenda da Música
No sábado (25), às 20h, a Tenda da Música recebe o espetáculo “Encruza”, encontro inédito entre Filosofino e Vieira. A apresentação gratuita propõe uma fusão de estilos e ritmos que reafirma a potência da música preta e alternativa paraibana.
Poeta marginal, tatuador e músico, Filosofino se destacou nas batalhas de poesia e no hip-hop, construindo uma obra marcada por letras que tratam de pertencimento, resistência e vivências periféricas.
“Eu me sinto muito honrado de fazer parte dessa programação. Nesse show, estarei com Vieira e vamos fazer uma fusão dos nossos estilos, dentro do que temos em comum: a musicalidade preta e alternativa, tanto no rock progressivo quanto no rap”, afirmou o artista.
Já Vieira, vencedor do concurso nacional Red Bull Break Time Sessions, é dono de uma sonoridade que transita entre o indie, o rap e a MPB contemporânea. Seus álbuns “Parahyba Vive” e “Crise dos 20” trazem parcerias com nomes como Boogarins, Giovani Cidreira e Bixarte.
“O Viva Usina é um dos pilares mais importantes da cultura independente paraibana. Fazer um show inédito com Filosofino é algo incrível e acredito que será uma experiência única. É uma alegria tocar na minha casa, com pessoas e projetos que amo”, declarou.
Palco Bonde celebra a cena ballroom
Às 22h, o Palco Bonde se transforma em uma celebração da diversidade com a “BVNT Jam”, que une o som do DJ Kamet à performance da Casa das Benvenutty. A noite mergulha na cultura ballroom, com beats eletrônicos, dança e rima dando corpo a narrativas trans, negras e periféricas. O espetáculo reforça o papel da arte como espaço de resistência, representatividade e celebração da cena underground pessoense.
Domingos na Usina
Encerrando a programação, o Domingos na Usina oferece uma tarde voltada para o público infantil e familiar, com teatro, contação de histórias e atividades lúdicas.
Às 16h, o Teatro de Qualquer Coisa apresenta “Uma Aula-espetáculo sobre Criar Possibilidades”, que mistura teatro de bonecos, improviso e materiais recicláveis, estimulando a criatividade, a sustentabilidade e a imaginação coletiva.
Logo após, às 17h, a artista e professora Larissa Mendes conduz uma contação de histórias musicada, inspirada em narrativas afro-indígenas e populares, que busca fortalecer a autoestima, a diversidade e o encantamento das infâncias.






