Carol Figueiredo celebra uma das conquistas mais significativas de sua trajetória profissional ao vencer o Prêmio LED, reconhecimento que evidencia novos talentos da comunicação, da educação e da inovação no país. A comunicadora se destacou em um processo seletivo altamente concorrido, que reuniu mais de 260 inscrições de todo o Brasil, todas dentro dos rigorosos critérios do edital.

Após essa primeira etapa, apenas 15 finalistas foram escolhidos com base na originalidade e relevância das pautas apresentadas. Entre elas, a de Carol se sobressaiu ao propor um olhar aprofundado e pouco explorado sobre a música eletrônica, colocando a pista de dança nordestina como um verdadeiro laboratório de inovação cultural, tecnológica e social.

A fase decisiva do Prêmio LED envolveu a apresentação das pautas em um pitching para uma banca formada por profissionais de peso do mercado, incluindo diretor do Fantástico, repórter do G1, representantes do setor de recursos humanos da Globo e integrantes da Mastertech, empresa responsável pela intermediação do projeto. Mesmo confiante em sua capacidade de comunicação, Carol reconhece que o momento foi marcado por ansiedade e expectativa.
“Eu estava muito na expectativa, eu achava que poderia conseguir, desde que eu fui para os 15, porque a seleção tinha 260 e poucas inscrições que conseguiram atender aos requisitos do edital. Depois dessa maneira, eles fizeram outra seleção, que foram os 15 finalistas com as pautas mais interessantes”, relembra.
Durante o pitching, a comunicadora sentiu segurança ao apresentar suas ideias, mas também carregava um receio em relação à recepção do tema.
“Dentro desse pitching eu estava muito confiante, porque eu acredito muito no meu potencial de comunicação. Eu acho que eu falo muito bem, eu me coloco muito bem, eu convenço as pessoas muito bem. Mas o meu medo era que a banca não achasse a minha pauta relevante. Investir dinheiro, porque a minha pauta, por mais que seja muito importante, tem gente que não reconhece que é sobre música eletrônica nordestina, a pista de dança nordestina como laboratório de inovação cultural”, explica.
A aprovação no Prêmio LED chegou em um momento sensível de sua vida pessoal e teve um impacto profundo em sua autoestima e percepção de valor.
“Foi muito empolgante quando chegou, estava passando todos os problemas pessoais, inclusive, e essa vitória veio muito no lugar de me lembrar que eu sou importante, que eu sou relevante, que eu tenho intelecto, que eu sou capaz”, destaca.
Mais do que uma conquista individual, Carol enxerga o prêmio como uma oportunidade de dar visibilidade a narrativas que historicamente ficam à margem. Para ela, a música eletrônica precisa ser compreendida para além das lógicas comerciais e das paradas de sucesso.
“Música eletrônica não é só o que as paradas do top 50 do Spotify colocam em música eletrônica. Música eletrônica é underground, é negra, é LGBTQIA PN+, é periférica”, afirma.
A comunicadora reforça ainda que o gênero abriga múltiplas linguagens, estéticas e tecnologias que dialogam diretamente com inovação e futuro.
“Música eletrônica é funk, é guaracha, é house, é techno. Música eletrônica é um mundo inteiro de inovação e tecnologia”, completa.
Representar sua comunidade e ampliar esse debate em um projeto reconhecido nacionalmente torna a conquista ainda mais simbólica. Com o Prêmio LED, Carol Figueiredo consolida seu nome como uma voz relevante na comunicação contemporânea e se prepara para entregar um trabalho que promete impactar, educar e transformar percepções.
“Eu acho que vai ficar um trabalho muito bonito, e eu não vejo a hora das pessoas terem contato com isso”, finaliza.
Natural da Paraíba e aluna da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Carol foi selecionada com uma proposta alinhada ao tema desta edição: “Inovação nas cidades: onde o Nordeste se reinventa”. O edital buscou incentivar jovens estudantes de Jornalismo a desenvolverem pautas de interesse público que apresentem o Nordeste sob a perspectiva da inovação, da criatividade e da transformação social, rompendo estigmas e ampliando narrativas sobre a região.
Ao todo, 10 estudantes de diferentes estados do Nordeste foram escolhidos para integrar a nova edição do projeto. Os vencedores participarão de uma jornada de imersão na Globo, com a oportunidade de conhecer de perto o cotidiano e os processos do jornalismo profissional. Além disso, cada selecionado receberá um aporte de R$ 10 mil para a produção da matéria vencedora, que será exibida em uma das plataformas da Globo.
A conquista de Carol Figueiredo reforça a força da produção acadêmica nordestina e o papel das universidades públicas na formação de novos talentos do jornalismo brasileiro, especialmente aqueles comprometidos com narrativas plurais, inovadoras e socialmente relevantes.
Confira os vencedores da 2ª edição do Edital Academia LED | Jornalismo Globo na Universidade:
• Amanda Nascimento Patrício – CE – Universidade de Fortaleza (Unifor)
• Ana Flávia Soares Aires – PB – Universidade Estadual da Paraíba
• Caroline Pereira de Figueiredo – PB – Universidade Federal da Paraíba
• Iasmin Teixeira de Sousa Cardoso – RN – Universidade do Estado do Rio Grande do Norte
• Isac Elisson Simões dos Santos – BA – Universidade Salvador (UNIFACS)
• Laysa Vitória Alves de Andrade – PE – Universidade Federal de Pernambuco
• Maria Eduarda Cardoso Santos – AL – Universidade Federal de Alagoas
• Roberta Pereira Diniz Batista – PI – Universidade Estadual do Piauí
• Valdenilson Ramos Silva – MA – Universidade Federal do Maranhão
• Valmiro Xavier Boa Morte – BA – Universidade Pitágoras Unopar
Parabenizamos todos os 10 estudantes aprovados no Edital Academia LED | Jornalismo Globo na Universidade, que representam uma nova geração de jornalistas atentos às transformações do Nordeste e do Brasil.








