O Festival Cangerê começou de forma grandiosa e já entra para o calendário cultural como uma experiência marcante. Ao longo de cinco dias de atividades intensas, o evento apresentou uma programação diversa que transitou entre palestras, oficinas, performances artísticas, lançamentos de livros e shows de música experimental, reafirmando sua vocação para a inovação e o pensamento crítico.
Um dos pontos altos do festival foi a memorável ocupação do Museu de Arte e Ciência, considerada por muitos um dia histórico. O espaço foi transformado em um território de encontros e provocações, reunindo música independente, vídeo mapping e instalações de arte em uma fusão potente que ampliou as possibilidades de fruição artística e diálogo com o público.
Sob a direção de Gleydson Virgulino, o Festival Cangerê se destacou pelo pioneirismo e pela curadoria cuidadosa, que ousou sair do lugar comum e romper com formatos engessados. A proposta foi clara desde o início: oferecer uma experiência plural, sensível e conectada com o presente, valorizando a criação autoral e a liberdade estética.
Outro aspecto central do festival foi o olhar atento para a vida das mulheres. Em meio às atividades, o Cangerê trouxe reflexões importantes sobre o cuidado, o respeito e a urgência de discutir os alarmantes índices de feminicídio, reafirmando o papel da cultura como ferramenta de conscientização, escuta e transformação social.
Com uma estreia potente e cheia de significado, o Festival Cangerê se afirma como um espaço necessário para a arte contemporânea, o pensamento crítico e o fortalecimento da cena independente, deixando expectativas altas para suas próximas edições.







