O cinema brasileiro vive um momento histórico e de plena afirmação internacional. “O Agente Secreto” venceu o Globo de Ouro na categoria Melhor Filme em Língua Não-Inglesa, garantindo ao Brasil a estatueta pela segunda vez e consolidando o país como uma potência criativa no audiovisual mundial.
A conquista foi celebrada com entusiasmo no tapete vermelho, onde o elenco chegou empolgado pela expectativa nas principais categorias da noite. Estrelado por Wagner Moura, o longa também chamou atenção na disputa de Melhor Ator em Filme de Drama, reforçando o prestígio do ator e o impacto global da produção.
Ambientado em 1977, “O Agente Secreto” acompanha Marcelo, um especialista em tecnologia que retorna ao Recife em busca de tranquilidade, tentando escapar de um passado misterioso. No entanto, a cidade se revela um espaço atravessado por tensões políticas, vigilâncias e silêncios, transformando-se em um território onde o passado insiste em se manifestar. A narrativa constrói um retrato denso e simbólico do Brasil da época, dialogando diretamente com questões que ainda ecoam no presente.
Um dos grandes destaques do filme está na valorização de talentos nordestinos, com a presença marcante dos atores paraibanos Buda Lira e Suzy Lopes no elenco. A participação dos dois artistas reforça a potência da cena cultural da Paraíba e amplia a representatividade regional em uma produção que alcança reconhecimento global, levando sotaques, vivências e histórias do Nordeste para o centro das atenções internacionais.
“O Agente Secreto” já é considerado o maior filme da carreira do diretor, alcançando 750 mil espectadores e tornando-se o segundo maior público entre os filmes brasileiros lançados em 2025, segundo dados da assessoria da produção. O desempenho expressivo confirma a conexão da obra com o público e o interesse crescente por narrativas brasileiras de forte identidade.
Escolhido pela Academia Brasileira de Cinema para representar o país no Oscar 2026, o longa disputará uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional, ampliando ainda mais sua trajetória de sucesso.
Depois de 27 anos, o cinema brasileiro voltou a escrever seu nome na história do Globo de Ouro ao conquistar o prêmio de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa. A última vez que o país havia alcançado essa vitória foi em 1998, com o clássico “Central do Brasil”, dirigido por Walter Salles, obra que se tornou um marco do audiovisual nacional e projetou o Brasil definitivamente no cenário internacional.
O novo triunfo simboliza mais do que uma conquista isolada: representa a retomada do protagonismo do cinema brasileiro nas grandes premiações globais, reafirmando a força de narrativas que dialogam com a identidade, a memória e as complexidades sociais do país. Entre passado e presente, o reconhecimento no Globo de Ouro reforça que o Brasil segue produzindo histórias potentes, capazes de atravessar fronteiras e emocionar o mundo.








