A cantora Agnes Nunes apresenta ao público sua releitura de “Será que é Amor”, composição do sambista Arlindo Cruz que ganha nova interpretação dentro do projeto “Elas Cantam Arlindo”, idealizado pela Nas Nuvens Music Group. A iniciativa reúne vozes femininas da música brasileira contemporânea para revisitar o repertório do artista sob novas perspectivas estéticas e geracionais, reforçando a permanência de uma obra que atravessa o tempo e segue essencial para a música popular brasileira.
Gravada no estúdio Nas Nuvens, no Rio de Janeiro, a faixa tem produção musical assinada por Liminha e Boris Farias. Segundo Liminha, o convite surgiu após um encontro inesperado com o talento da cantora.
“Vanessa da Mata me enviou um vídeo da Agnes Nunes interpretando magistralmente a nossa canção ‘Ai, Ai, Ai’. Uma versão verdadeiramente arrebatadora, não apenas pela excelência musical, mas também pela personalidade marcante e pela imagem belíssima dessa nova artista. Não tive dúvidas: fiz questão de convidá-la para integrar este projeto sublime em homenagem à obra de Arlindo Cruz”, afirmou o produtor.
Para Agnes, participar da homenagem dialoga diretamente com a fase atual de sua carreira, marcada por um momento de renascimento artístico. Mais madura e conectada às próprias referências, a cantora vê na interpretação uma dimensão tão importante quanto a composição.
“Estou vivendo um momento de renascimento na minha carreira, fazendo coisas que sempre quis fazer, cantando músicas que sempre quis cantar. Hoje me sinto mais livre artisticamente, mais mulher, menos menina. Interpretar sempre foi algo muito presente na minha vida, tão forte quanto compor, então esse projeto chega de uma maneira muito especial”, conta.
A aproximação com o samba também representa um movimento consciente dentro de sua trajetória musical. Para Agnes, mergulhar no repertório de Arlindo Cruz é também uma forma de reconhecer a força da música popular brasileira em diferentes regiões do país.
“A música popular brasileira toca em todas as partes do Brasil, e o samba é um ritmo muito presente. Poder interpretar Arlindo é uma honra imensa e um sinal de que estou no caminho certo nesse novo momento.”
Na releitura, a artista também reforça sua identidade nordestina como parte essencial da construção estética da faixa. Natural da Paraíba, Agnes destaca que sua origem segue presente em sua forma de cantar.
“Tem o meu sotaque, algo que valorizo desde que comecei a cantar — o sotaque do Nordeste, da Paraíba, de onde eu venho. A gente dialoga com essa sonoridade que chamam de nova MPB, sempre respeitando os grandes mestres.”
O projeto “Elas Cantam Arlindo” teve início com a releitura de “Meu Lugar”, interpretada por Ivete Sangalo, e segue agora com Agnes à frente de “Será que é Amor”, dando continuidade à série de lançamentos nas plataformas digitais. Responsável pela gestão do catálogo de Arlindo Cruz, a Nas Nuvens conduz a iniciativa como parte de um movimento de valorização e preservação da obra do artista.
Além das regravações, o projeto também prevê o lançamento de um documentário inédito sobre a trajetória do sambista, com estreia prevista para o segundo semestre de 2026, durante o Festival de Cinema do Rio.
“O projeto ‘Elas Cantam Arlindo’ nasce do nosso compromisso de preservar e projetar grandes obras da música brasileira sob novas perspectivas. Ver a Agnes trazer sua identidade e força feminina para essa canção reafirma a atemporalidade de Arlindo e a potência criativa dessa nova geração”, finaliza Ricardo Queirós, CCO e Head of A.R da Nas Nuvens.








