Viva Usina promove encontro entre música, teatro e cinema em programação plural na Usina Cultural Energisa

Com atrações que vão do ska jazz ao teatro inspirado em Anayde Beiriz, passando por literatura, dança e audiovisual, evento gratuito movimenta a cena cultural paraibana entre os dias 17 e 19 de abril

A quarta edição do Viva Usina reafirma sua vocação como um dos principais projetos de fomento à cultura na Paraíba ao apresentar uma programação diversa e inteiramente gratuita na Usina Cultural Energisa, entre os dias 17 e 19 de abril. Reunindo linguagens que transitam entre artes cênicas, literatura, dança, música e cinema, o evento se consolida como um espaço de experimentação, formação de público e valorização da produção artística local.

Realizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com produção da Atua Comunicação Criativa, apoio do Instituto Energisa, patrocínio do Grupo Energisa e realização do Governo Federal, o projeto ocupa diferentes ambientes do equipamento cultural, promovendo uma verdadeira imersão sensível e estética.

A programação tem início na sexta-feira com a performance “Payaso Mantecoso”, que leva ao público uma intervenção lúdica marcada por elementos circenses, como pernas de pau, malabares e música, criando uma atmosfera de interação e encantamento. À noite, a literatura paraibana ganha protagonismo com o lançamento de obras que exploram tanto o experimentalismo poético quanto o imaginário popular nordestino, em encontros que combinam recital, debate e troca com o público.

Encerrando o primeiro dia, o espetáculo “A Ver Só”, do coletivo Porta Adentro, propõe uma experiência teatral intimista e poética a partir das correspondências e escritos de Anayde Beiriz. A montagem mergulha em temas como amor, liberdade e subjetividade, ao mesmo tempo em que resgata a memória da escritora paraibana como um gesto de reconhecimento histórico e simbólico.

No sábado, a música assume o centro da cena com o show do grupo Parahyba Ska Jazz, que há mais de uma década constrói uma sonoridade vibrante ao mesclar influências da música jamaicana com elementos de jazz, groove e reggae. A apresentação promete envolver o público em uma atmosfera dançante e energética.

A noite segue com a dança contemporânea no “Experimento Pina”, da Paralelo Cia de Dança, que investiga a identidade artística nordestina a partir de referências da coreógrafa alemã Pina Bausch, tensionando noções de pertencimento e influência. Em seguida, a cantora paraibana Flau Flau apresenta o show “Íntimo Oriental”, marcando o lançamento de seu álbum de estreia, com uma proposta sonora que atravessa o rock, o pop e a psicodelia, abordando temas ligados à identidade e à liberdade.

No domingo, o projeto “Domingos na Usina” encerra a programação com foco no público infantojuvenil e suas famílias. A tarde começa com a oficina “Brincando de Teatro”, que convida crianças a explorarem o universo cênico por meio de jogos e atividades criativas. Na sequência, o espetáculo circense “Xulé À La Carte” traz humor e técnicas do circo tradicional em uma apresentação leve e envolvente.

À noite, a programação se volta para o audiovisual com a Mostra de Cinema, que exibe produções que dialogam com a sensibilidade contemporânea e a cultura regional, incluindo o curta de ficção “Pantera dos Olhos Dormentes” e o documentário “A Pedra do Reino e o Sertão de Dom Pantero”.

Ao reunir diferentes expressões artísticas em um mesmo território, o Viva Usina reafirma seu papel como catalisador de experiências culturais, ampliando o acesso à arte e fortalecendo a cena criativa paraibana em suas múltiplas dimensões.

Foto: Adri L