A abertura do Natal na Usina 2025, realizada no sábado (6), transformou a Usina Energisa em um território de encantamento, onde o passado, o presente e o futuro caminharam lado a lado. O início da 12ª edição do festival foi marcado por um sucesso arrebatador de público, sinalizando a possibilidade de recorde histórico ao longo das semanas de programação.

João Pessoa vibrou como se respirasse um novo ar, um ar antigo, ancestral e vigoroso, que ecoou pelos corredores, palcos, salas e pátios do complexo cultural. A noite de estreia trouxe ao palco um encontro raro e luminoso entre Cátia de França, ícone da música paraibana, e as artistas Josyara e Juliana Linhares, tecendo um espetáculo que uniu gerações através de melodias que pulsavam memória, resistência e pertencimento.

Sob luzes quentes e olhares atentos, os corpos se moviam em uníssono, como se toda a cidade celebrasse não apenas a abertura de um festival, mas a afirmação viva da identidade nordestina. O evento se desdobrou como uma cerimônia poética, em que a arte assumiu o papel de anfitriã e a cultura se revelou em sua forma mais generosa: múltipla, aberta e profundamente humana.
A programação, distribuída entre artes visuais, literatura, artes cênicas, música, cinema, dança, performances e o tradicional concurso de presépios, confirmou a grandiosidade desta edição. Palcos se multiplicaram, histórias foram contadas e recontadas, e diferentes linguagens se encontraram em um fluxo contínuo de criação, sensibilidade e partilha.
Além dos shows musicais, o festival acolheu apresentações teatrais e de dança, contações de histórias, exposições, encontros temáticos, sessões de cinema, feira criativa, feira gastronômica e uma mostra especial de corais.
Noite histórica e com afetos!

Sábado (06/12) marcou uma das noites mais simbólicas do Natal na Usina 2025, inaugurando a programação com um mergulho profundo na força da cultura popular, na musicalidade nordestina e na poesia visual das exposições que permaneceram abertas até o fim do festival.
A festa começou com o Encontro de Maracatus, reunindo a Nação Pé de Elefante, o Maracastelo e o Boi de Reis Estrela do Norte. O terreiro cultural da Usina foi tomado por batuques ancestrais, toadas vibrantes e expressões que carregam séculos de memória coletiva. Foi um momento de celebração da tradição, de pertencimento e de continuidade, em que gerações se reconheceram na pulsação dos tambores e nos movimentos rituais.
Nos shows, o palco iluminou encontros que já nasceram históricos. A união de Cátia de França, Josyara e Juliana Linhares entregou ao público uma apresentação marcada por força, delicadeza e poesia. Três vozes de tempos e linguagens diferentes se encontraram em comunhão sonora, criando um espetáculo que atravessou emoções e reafirmou a relevância feminina na música brasileira. Em seguida, Elon convidou Luizinho Barbosa para um show que ampliou o diálogo musical da noite, costurando raízes, ritmos e novas interpretações da música nordestina.
As exposições, abertas de 06 a 27 de dezembro, completaram o circuito artístico com profundidade e encantamento. A 12ª Edição do Concurso de Presépios apresentou releituras sensíveis e criativas de um dos símbolos mais tradicionais do Natal, revelando talentos de diferentes regiões. As Exposições de Papais Noel criadas por artistas visuais paraibanos trouxeram interpretações contemporâneas, lúdicas e plurais da figura natalina.
A ambientação e cenografia do festival transformaram a Usina em um espaço imersivo, onde o público caminhava por trajetórias poéticas e cenários afetivos. A mostra “Um Passarinho me Contou – 120 Revoadas Sob o Mesmo Céu da Paraíba”, da artista Flora Santos, levou delicadeza e imaginação às paredes e salas expositivas, construindo uma narrativa visual sobre liberdade, pertencimento e os múltiplos céus que habitam o nosso estado.
O sábado de abertura não apenas deu início à programação: ele consagrou o espírito do Natal na Usina, celebrando a arte como território, memória e encontro.
Com impacto econômico estimado entre R$ 1,7 milhão e R$ 2 milhões, e a expectativa de reunir até 50 mil pessoas ao longo do evento, o Natal na Usina reafirmou sua importância como propulsor artístico, social e econômico da Paraíba. Também foram previstos cerca de 1.500 empregos temporários, fortalecendo toda a cadeia produtiva local.
Nesta abertura marcante, o Natal na Usina 2025 se inscreveu mais uma vez na memória da cidade como um espaço de encontro, transcendência e celebração da riqueza nordestina. A arte, em todas as suas formas, encontrou ali seu palco mais sincero e mais necessário.







