Exposição gratuita inspirada na Pedra do Ingá segue em exibição em João Pessoa

Projeto “Entre Pedras, Poesia e Sons” une música, pintura e cerâmica em diálogo com o primeiro sítio de arte rupestre protegido do Brasil.

João Pessoa segue abrigando uma experiência artística que atravessa tempo, território e sensibilidade. Em cartaz na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, a exposição “PEDRA POEMA: Entre Pedras, Poesia e Sons” convida o público a mergulhar na simbologia das Itacoatiaras do Ingá, um dos mais relevantes patrimônios arqueológicos do país e o primeiro sítio de arte rupestre oficialmente protegido no Brasil.

A mostra propõe um percurso sensorial onde música, pintura e cerâmica se entrelaçam em diálogo direto com a memória ancestral inscrita na pedra. Reunindo obras de Yuri Gonzaga, Gonzaga Costa e Jacira Garcia, o projeto traduz em linguagem contemporânea os signos milenares gravados na Pedra do Ingá, transformando-os em som, imagem e matéria.

Ao longo da visita, o espectador é convidado a escutar sons que parecem emergir da própria rocha, percorrer pinturas que evocam grafismos rupestres e sentir, nas peças cerâmicas, a força simbólica de um passado que insiste em permanecer vivo. Mais do que observar, o público é chamado a experimentar — com o corpo e a escuta — uma relação íntima entre arte, território e ancestralidade.

Com entrada gratuita, a exposição integra as ações da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com apoio da FUNJOPE, reforçando o compromisso com a valorização da cultura, da memória e da produção artística local. A visitação acontece de terça a domingo, em um dos espaços culturais mais emblemáticos da capital paraibana.

A exposição “PEDRA POEMA: Entre Pedras, Poesia e Sons” reafirma a potência da arte como ponte entre passado e presente, convidando o público a revisitar a Pedra do Ingá não apenas como monumento histórico, mas como fonte viva de criação, escuta e poesia.