Depois de uma longa espera para encerrar seu contrato com o SBT, Cariúcha iniciou oficialmente as gravações para assumir o comando do tradicional SuperPop, atração que por anos foi liderada por Luciana Gimenez. A nova fase do programa pode estrear no dia 1º de abril e promete marcar um verdadeiro divisor de águas na história da emissora.
Mais do que uma troca de apresentadora, a chegada de Cariúcha simboliza renovação. Popular, espontânea e dona de um carisma que transborda da tela, ela representa uma televisão mais conectada com o povo, com as ruas e com a realidade do Brasil. Mulher preta, de origem periférica, Cariúcha carrega na trajetória a força da representatividade, e isso não é detalhe, é potência.
A RedeTV! precisava respirar novos ares. Em um cenário televisivo cada vez mais dinâmico e competitivo, a emissora aposta agora em uma comunicadora que conversa diretamente com o público das redes sociais, que entende o humor popular e que não tem medo de dizer o que pensa. Cariúcha é entretenimento, mas também é identificação.
Segundo a própria apresentadora, o novo SuperPop vai além do estúdio.
“O SuperPop, além de contar com a minha apresentação, terá muitas matérias externas. Quero mostrar minhas raízes, minha comunidade, o país sem filtro, não apenas o Rio de Janeiro, mas o Brasil inteiro. O Nordeste, que é tão rico em cultura, culinária e diversidade”, afirmou.
A proposta é clara: dar voz às ruas, ampliar o debate e descentralizar o olhar. Ao levar o programa para fora dos estúdios, Cariúcha reforça uma característica que sempre a acompanhou, a proximidade com o público. Ela não interpreta um papel, ela é genuína.
Uma trajetória construída na autenticidade
Cariúcha ganhou projeção nacional através das redes sociais, com vídeos virais que misturavam humor ácido, opinião forte e espontaneidade. Sua linguagem direta conquistou milhões de seguidores e abriu portas para a televisão. No SBT, consolidou sua presença como comentarista e personalidade midiática, mostrando que sua força ia muito além de memes.
Ao longo dos anos, transformou a irreverência em marca registrada, mas também mostrou versatilidade. Sabe debater, sabe emocionar e sabe conduzir uma conversa com naturalidade. Sua história é atravessada por desafios, mas também por superação, e é justamente essa vivência que a conecta com diferentes camadas do público.
A nova fase do SuperPop surge, portanto, como um movimento estratégico e simbólico. Estratégico porque dialoga com um público mais jovem e digital. Simbólico porque coloca no centro do palco uma mulher preta, periférica e popular, ocupando um espaço historicamente restrito.
Cariúcha não chega apenas para apresentar um programa. Ela chega para imprimir identidade, para movimentar a audiência e para transformar o SuperPop em um retrato mais plural do Brasil contemporâneo.
Se a televisão aberta busca relevância em tempos de múltiplas telas, apostar em verdade é o caminho. E verdade é algo que Cariúcha nunca soube e nunca quis esconder.








