Thiago Mansur apresenta o projeto ATKO no Lollapalooza 2026

Em nova fase criativa, DJ levou ao festival um espetáculo autoral, imersivo e marcado pela construção de sua identidade artística

Nome incontornável da música eletrônica brasileira contemporânea, Thiago Mansur construiu ao longo dos anos uma trajetória marcada por consistência, alcance global e apurado senso estético. Com presença em mais de 50 festivais ao redor do mundo, lideranças em rankings nacionais e uma discografia que ultrapassa a marca de 1,5 bilhão de streams, o artista consolidou-se como uma das vozes mais relevantes de sua geração, transitando entre o mainstream e a experimentação com notável fluidez.

Foto: divulgação.

Foi nesse contexto de maturidade artística e inquietação criativa que Mansur subiu ao palco do Lollapalooza Brasil 2026, no dia 20 de março, para apresentar ao público o projeto ATKO. Mais do que uma nova fase, o trabalho se revelou como uma reconfiguração estética e conceitual de sua obra, em que a liberdade criativa assumiu protagonismo e orientou cada escolha sonora e visual. A apresentação, concebida especialmente para o festival, se estabeleceu como uma experiência imersiva, articulando música, narrativa e imagem em um gesto artístico coeso.

 

Integrando o seleto grupo de artistas da música eletrônica no line-up, Thiago reafirmou sua relevância dentro de uma curadoria que aposta na diversidade de linguagens e vertentes do gênero. Sua participação ganhou contornos ainda mais simbólicos ao marcar a estreia de um projeto que, mesmo com menos de um ano de existência, já evidenciava identidade própria e ambição estética consistente.

“Tocar no Lollapalooza já é algo muito importante pelo tamanho e pelo peso do festival. Mas viver isso agora, em uma nova fase da minha carreira, com menos de um ano de existência do projeto ATKO, torna tudo ainda mais significativo e também uma grande responsabilidade”, afirmou o artista.

O projeto ATKO emergiu como um território de experimentação e aprofundamento artístico, no qual Mansur explorou novas camadas sonoras e construiu uma narrativa autoral mais densa. O set apresentado no festival foi majoritariamente composto por faixas autorais, reunindo lançamentos recentes, músicas inéditas e remixes oficiais, delineando ao público o universo criativo que definiu essa nova etapa.

“Estou pensando em cada passo, desde a primeira música até o encerramento, passando pela estratégia de divulgação, pelos visuais e por todo o conceito do show. Mesmo já tendo vivido momentos grandes na carreira, estou preparando esse show com um carinho como nunca fiz antes”, destacou.

A apresentação também incorporou elementos autobiográficos, propondo uma leitura sensível de sua própria trajetória. Da infância, quando iniciou sua relação com a música tocando bateria em uma banda gospel, passando pela produção de trilhas para desfiles e campanhas de moda, até alcançar os grandes palcos da música eletrônica, cada etapa foi ressignificada dentro da construção do espetáculo.

Para além da dimensão sonora, a experiência visual assumiu papel central. Os conteúdos de telão e a direção estética foram concebidos de forma minuciosa, ampliando a imersão e reforçando o conceito do projeto.

“Os visuais estão ficando espetaculares. Cada conteúdo de telão foi pensado especificamente para o show no Lollapalooza. Está ficando até melhor do que eu imaginava”, revelou.

Ao reconhecer a pluralidade da música eletrônica, Thiago Mansur também celebrou uma curadoria que abriu espaço para diferentes vertentes e propostas artísticas, reforçando o caráter agregador do gênero.

“A música eletrônica é extremamente diversa, e é fundamental que existam espaços para todas essas possibilidades. A música é união, é encontro de ideias e de pessoas”, concluiu.

Com ATKO, Thiago Mansur não apenas inaugurou uma nova fase, mas reafirmou sua capacidade de reinvenção, expandindo fronteiras criativas e oferecendo ao público uma experiência que transcendeu o som e se inscreveu no campo da arte.