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	<title>Arquivo de Entrevistas - Papo Pop</title>
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	<title>Arquivo de Entrevistas - Papo Pop</title>
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		<title>Papo Pop entrevista João Gomes, Mestrinho, Jota Pê e Joyce Alane em encontro especial da música brasileira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Papo Pop]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Jan 2026 12:45:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O município de Cabedelo, na Paraíba, recebeu na sexta-feira, 9 de janeiro, o projeto musical Dominguinho, comandado por João Gomes, Mestrinho e Jota Pê, em um show que emocionou o público e celebrou as raízes da música brasileira. A apresentação aconteceu a partir das 19h, na praia de Ponta de Campina, como parte da programação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O município de Cabedelo, na Paraíba, recebeu na sexta-feira, 9 de janeiro, o projeto musical Dominguinho, comandado por João Gomes, Mestrinho e Jota Pê, em um show que emocionou o público e celebrou as raízes da música brasileira. A apresentação aconteceu a partir das 19h, na praia de Ponta de Campina, como parte da programação do Verão Lovina, um dos eventos mais aguardados da estação no estado.</p>
<figure id="attachment_4285" aria-describedby="caption-attachment-4285" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-4285" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMG_7391-768x1024.jpeg" alt="" width="768" height="1024" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMG_7391-768x1024.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMG_7391-225x300.jpeg 225w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMG_7391-1152x1536.jpeg 1152w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMG_7391-1536x2048.jpeg 1536w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMG_7391-scaled.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption id="caption-attachment-4285" class="wp-caption-text">Foto: João Gomes e Mateus Silomar.</figcaption></figure>
<p>Antes de subirem ao palco, o trio concedeu uma entrevista exclusiva ao Papo Pop, na qual falou sobre a criação do projeto, a força da parceria entre os artistas e a conexão afetiva que o Dominguinho estabeleceu com o público. O encontro musical foi marcado pela sintonia, pela valorização das tradições nordestinas e por uma sonoridade que transitou entre o forró, o piseiro e a música popular brasileira contemporânea.</p>
<figure id="attachment_4286" aria-describedby="caption-attachment-4286" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-large wp-image-4286" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMG_7393-768x1024.jpeg" alt="" width="768" height="1024" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMG_7393-768x1024.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMG_7393-225x300.jpeg 225w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMG_7393-1152x1536.jpeg 1152w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMG_7393-1536x2048.jpeg 1536w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMG_7393-scaled.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption id="caption-attachment-4286" class="wp-caption-text">Foto: Jotapê e Mateus Silomar.</figcaption></figure>
<p>Lançado oficialmente em 2025, o projeto teve como base o álbum “Dominguinho”, gravado no Sítio Histórico de Olinda, em Pernambuco. O trabalho foi amplamente reconhecido pela crítica e pelo público, conquistando o Grammy Latino 2025 na categoria Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa. Já no Prêmio Multishow, o disco venceu nas categorias Álbum do Ano, Capa do Ano e Forró e Piseiro do Ano, com destaque para a canção “Beija Flor”. João Gomes também foi consagrado como Artista do Ano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="Dominguinho reúne João Gomes, Mestrinho e Jota Pê em encontro potente no Verão Lovina" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/qLw5uDy4ciI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Além do trio principal, o show em Cabedelo contou com a participação especial da cantora pernambucana Joyce Alane, ampliando o caráter sensível e colaborativo da noite. Os ingressos estiveram disponíveis no site Bilheteria Digital.</p>
<p><iframe title="LJoyce Alane leva sensibilidade e música ao Verão Lovina em conversa exclusiva com o Papo pop" width="563" height="1000" src="https://www.youtube.com/embed/m4X1IcP9C_k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O Dominguinho passou pela Paraíba como um verdadeiro manifesto de afeto, identidade e pertencimento, reforçando a potência da música brasileira quando tradição e contemporaneidade caminharam juntas.</p>
<figure id="attachment_4289" aria-describedby="caption-attachment-4289" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-large wp-image-4289" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMG_7401-768x1024.jpeg" alt="" width="768" height="1024" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMG_7401-768x1024.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMG_7401-225x300.jpeg 225w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMG_7401-1152x1536.jpeg 1152w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMG_7401-1536x2048.jpeg 1536w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMG_7401-scaled.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption id="caption-attachment-4289" class="wp-caption-text">Foto: Mateus Silomar e Joyce Alane.</figcaption></figure>
<p>O Dominguinho passou pela Paraíba como um verdadeiro manifesto de afeto, identidade e pertencimento, reforçando a potência da música brasileira quando tradição e contemporaneidade caminharam juntas.</p>
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		<title>Bixarte projeta 2026 com a Era Feitiço, anuncia turnê e novos lançamentos audiovisuais</title>
		<link>https://papopopcast.com.br/2025/12/22/bixarte-projeta-2026-com-a-era-feitico-anuncia-turne-e-novos-lancamentos-audiovisuais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Papo Pop]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 13:08:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bixarte vive um dos momentos mais intensos e simbólicos de sua trajetória artística. Em entrevista, a cantora revelou que 2026 será marcado pela consolidação da Era Feitiço, com uma turnê nacional já em planejamento, além de uma série de lançamentos audiovisuais que irão expandir o universo do novo álbum para além do palco e do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Bixarte vive um dos momentos mais intensos e simbólicos de sua trajetória artística. Em entrevista, a cantora revelou que 2026 será marcado pela consolidação da Era Feitiço, com uma turnê nacional já em planejamento, além de uma série de lançamentos audiovisuais que irão expandir o universo do novo álbum para além do palco e do streaming.</p>
<figure id="attachment_4077" aria-describedby="caption-attachment-4077" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-4077" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/12/IMG_5554-1024x768.jpeg" alt="" width="800" height="600" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/12/IMG_5554-1024x768.jpeg 1024w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/12/IMG_5554-300x225.jpeg 300w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/12/IMG_5554-768x576.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/12/IMG_5554-1536x1152.jpeg 1536w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/12/IMG_5554-2048x1536.jpeg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-4077" class="wp-caption-text">Foto: Bixarte no Natal na Usina.</figcaption></figure>
<p>A artista destacou que a Era Feitiço não é apenas um projeto musical, mas um conceito que atravessa estética, narrativa e posicionamento.</p>
<blockquote><p>“É sobre identidade, liberdade e transformação. Cada música carrega uma história e eu quero que o público sinta isso também no visual, na cena, na performance”, afirmou.</p></blockquote>
<p>Entre as novidades, Bixarte contou que o álbum ganhará clipes e registros audiovisuais especiais, pensados para dialogar com a força imagética do trabalho e com a mensagem que ela deseja transmitir. Os lançamentos devem acontecer de forma gradual, acompanhando os próximos passos da turnê e ampliando a conexão com o público.</p>
<p>Durante a conversa, a cantora também falou sobre a experiência de trabalhar com Emicida, destacando o aprendizado e a troca artística ao lado do rapper. Segundo Bixarte, o encontro foi marcado por escuta, respeito e construção coletiva.</p>
<blockquote><p>“Emicida tem uma visão muito generosa da arte. Trabalhar com ele foi entender que música também é sobre responsabilidade, sensibilidade e verdade”, revelou.</p></blockquote>
<p>Com autenticidade e uma linguagem cada vez mais potente, Bixarte segue transformando vivência em arte e desenhando uma fase decisiva da carreira. A Era Feitiço se firma como um manifesto artístico que promete ganhar ainda mais força em 2026, nos palcos, nas telas e na conexão direta com quem acompanha sua caminhada.</p>
<p>Confira a entrevista completa:</p>
<p><iframe title="Bixarte revela nova era, estreia da turnê Feitiço no Natal na Usina e planos para 2026 " width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/SMiaanq6bpo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Jambre: a fruta-sonora que floresce no rock pernambucano e conquista a cena independente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Papo Pop]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 23:07:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; A cena musical pernambucana, reconhecida historicamente por sua capacidade de promover encontros estéticos improváveis, ganha novos contornos com a ascensão da Jambre, banda que conversou com o Papo Pop nesta terça-feira (25). O nome, escolhido por Antonio Nolasco ainda quando o projeto era uma iniciativa solo, remete à fruta de coloração roxo-avermelhada, sabor adocicado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>A cena musical pernambucana, reconhecida historicamente por sua capacidade de promover encontros estéticos improváveis, ganha novos contornos com a ascensão da Jambre, banda que conversou com o Papo Pop nesta terça-feira (25). O nome, escolhido por Antonio Nolasco ainda quando o projeto era uma iniciativa solo, remete à fruta de coloração roxo-avermelhada, sabor adocicado e textura ao mesmo tempo macia e crocante. O símbolo não é aleatório: como a fruta, a Jambre se coloca como uma síntese de contrastes, um organismo que amadurece enquanto combina doçura, intensidade e rusticidade em sua expressão artística.</p>
<p><iframe title="Jambre agita o Papo Popcast em live especial e apresenta o EP “Eu quero amar de novo”" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/pJYE7Sg3oI4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>A formação da banda foi um processo orgânico, quase inevitável. O encontro entre Nolasco e o percussionista Henrique Falcão modificou decisivamente os rumos do projeto, que deixou de ser um trabalho individual para se tornar uma experiência coletiva. Atualmente, a Jambre é composta por Antonio Nolasco (voz e guitarra), Henrique Falcão (percussões), Luiz de Aquino (baixo), Saw Lima (bateria) e Ciro Gonçalves (guitarra), todos nomes conhecidos na cena independente de Pernambuco e detentores de uma trajetória que se entrelaça com a diversidade musical do estado.</p>
<p>A sonoridade proposta pela banda é definida por eles como rock pernambucano, uma expressão que, mais do que rotular, busca dar conta do gesto estético que marca o grupo. Trata-se de um rock que dialoga com a tradição setentista, mas que não se limita a referências globais. Em vez disso, ele se expande por matrizes africanas e indígenas que integram o repertório cultural do Nordeste. No som da Jambre, convivem batuques do Cavalo Marinho, ecos do Maracatu de baque solto, gestos tropicália e pulsações latinas, formando uma tessitura musical que, além de inovadora, evidencia uma relação afetiva com as identidades sonoras que compõem Pernambuco.</p>
<p>Desde 2021, a banda vem ganhando espaço nos palcos do estado e de regiões vizinhas. Apresentou-se em festivais como Rec’n’Play, ExpoRock, Coquetel Molotov Negócios e Pré-AMP, além de ocupar agendas culturais significativas, como o Carnaval do Recife e shows na Paraíba e no Rio Grande do Norte. A circulação constante permitiu à Jambre consolidar uma presença marcante no circuito independente, alimentada por performances energéticas e um repertório que alterna vigor e lirismo.</p>
<p>Em 2025, o grupo lançou seu primeiro EP, Eu Quero Amar de Novo, que marcou uma etapa crucial na trajetória da banda. O lançamento físico, em formato de CD, ocorreu no dia 24 de maio, seguido da distribuição nas plataformas digitais em 13 de agosto. O trabalho, produzido de maneira totalmente independente, contou com o apoio de colaboradores próximos, como o músico e produtor Lucas Reis. Com seis faixas autorais, o EP revela a amplitude estética da Jambre ao transitar por gêneros distintos, como rock, drum n’ bass instrumental, pop e cúmbia, sem deixar de lado os ritmos populares pernambucanos que atravessam sua identidade musical. O projeto também recebeu contribuições de Adri L, nos teclados de “Uma roupa sem estilo”, e Diego Drão, na faixa-título.</p>
<p>A dimensão visual, elemento fundamental no entendimento da estética da banda, foi construída pela designer Natália Amorim, que assinou tanto a identidade visual quanto a capa do EP, em colaboração com a fotógrafa Feane Monteiro. As fotografias de divulgação, produzidas por Ignus (Thalyta Tavares), reforçam a atmosfera sensorial que envolve o projeto.</p>
<p>Durante a entrevista ao Papo Pop, a Jambre reiterou seu compromisso com a experimentação e a preservação das referências culturais que moldam sua obra. O grupo demonstrou que sua missão artística não se limita à criação de um produto musical, mas envolve o desejo de provocar encontros, revelar memórias e ressignificar tradições. Em um cenário onde a música independente disputa atenção e espaço, a banda emerge como um corpo criativo que honra seu território enquanto se projeta para além dele, reafirmando que o rock pernambucano segue vivo, fértil e em constante mutação.</p>
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		<title>Jorja Moura: entre pistas, palavras e revoluções sonoras</title>
		<link>https://papopopcast.com.br/2025/11/19/jorja-moura-entre-pistas-palavras-e-revolucoes-sonoras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Papo Pop]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2025 11:16:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há artistas que iluminam caminhos. Há artistas que abrem frestas. E há aquelas que, como Jorja Moura, fazem das frestas portais inteiros. DJ, jornalista musical, produtora cultural e criadora de universos, a Morcegona transborda as fronteiras que costumam tentar limitar corpos, estéticas e modos de existir. Sua obra não se encaixa: ela expande. Nascida e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3711" aria-describedby="caption-attachment-3711" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3711" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2001-1024x704.jpeg" alt="" width="800" height="550" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2001-1024x704.jpeg 1024w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2001-300x206.jpeg 300w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2001-768x528.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2001.jpeg 1179w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-3711" class="wp-caption-text">Foto: divulgação.</figcaption></figure>
<p class="p1"><span class="s1">Há artistas que iluminam caminhos. Há artistas que abrem frestas. E há aquelas que, como Jorja Moura, fazem das frestas portais inteiros. DJ, jornalista musical, produtora cultural e criadora de universos, a Morcegona transborda as fronteiras que costumam tentar limitar corpos, estéticas e modos de existir. Sua obra não se encaixa: ela expande.</span></p>
<figure id="attachment_3712" aria-describedby="caption-attachment-3712" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3712" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_1997-1024x966.jpeg" alt="" width="800" height="755" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_1997-1024x966.jpeg 1024w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_1997-300x283.jpeg 300w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_1997-768x724.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_1997.jpeg 1179w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-3712" class="wp-caption-text">Foto: divulgação.</figcaption></figure>
<p class="p1"><span class="s1">Nascida e criada em João Pessoa, moldada por festas familiares onde a música era a primeira língua, Jorja aprendeu cedo que som é território de encontro. Em suas palavras, “nas festas e churrascos em família, a música era um ponto chave, que conectava todo mundo a dançar e se divertir. Fui crescendo e entendendo o poder que essa ferramenta tão ancestral e poderosa tinha sobre as pessoas”.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">É desse caldo afetivo, misturado à curiosidade insaciável da adolescente que passava tardes inteiras desbravando discos na loja Música Urbana, que surge o que ela mesma chama de Jorjapédia: um arquivo vivo, em constante expansão, que alimenta sets, ideias e narrativas.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">A Morcegona nasce oficialmente anos depois, quase por acaso, quando foi convidada a tocar pela primeira vez no Empório.</span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1"> “Eu não sabia nem por onde começar a mexer em uma CDJ. Entrei em pânico, mas o set fluiu. Na minha cabeça era como se eu estivesse tocando aquelas músicas para a minha família dançar.” A persona tímida encontrou nas pick-ups uma zona de libertação. A artista encontrou a sua voz.</span></p>
</blockquote>
<h3 class="p1"><span class="s2">A travessia de ser trans na música: coragem como fundamento</span></h3>
<figure id="attachment_3713" aria-describedby="caption-attachment-3713" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3713" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2002-1024x637.jpeg" alt="" width="800" height="498" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2002-1024x637.jpeg 1024w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2002-300x187.jpeg 300w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2002-768x477.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2002.jpeg 1179w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-3713" class="wp-caption-text">Foto: divulgação.</figcaption></figure>
<p class="p1"><span class="s1">Jorja não foge de seu lugar no mundo. Ela o confronta, reconfigura, ressignifica. E reconhece o peso de ser uma mulher trans num território historicamente hostil.</span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“Eu me sinto uma hacker. Não por vontade própria, mas porque acabei quebrando barreiras e derrubando portas que eu nem imaginava um dia derrubar. Não me sinto pioneira, apesar de muitas vezes ter sido a primeira naquele lugar.”</span></p>
</blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">Há ironia, força e ternura quando ela completa, ecoando a amiga Catto: </span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“Nós não somos vítimas de nada, somos as vilãs. Isso me traz paz.”</span></p>
</blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">O gesto é político e poético. Como sua própria trajetória.</span></p>
<h3 class="p1"><span class="s2">A urgência de ocupar espaços e redimensionar narrativas</span></h3>
<figure id="attachment_3714" aria-describedby="caption-attachment-3714" style="width: 743px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3714" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_1993-743x1024.jpeg" alt="" width="743" height="1024" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_1993-743x1024.jpeg 743w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_1993-218x300.jpeg 218w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_1993-768x1058.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_1993-1115x1536.jpeg 1115w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_1993.jpeg 1172w" sizes="(max-width: 743px) 100vw, 743px" /><figcaption id="caption-attachment-3714" class="wp-caption-text">Foto: divulgação.</figcaption></figure>
<p class="p1"><span class="s1">Para Jorja, a luta não é individual. É coletiva, ancestral, contínua.</span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“Ainda vivemos em um território coronelista, machista e extremamente preconceituoso. Quanto mais cedo reconhecermos isso, mais rápido podemos reorganizar esse sistema.”</span></p>
</blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">Ela cita Fernanda Young, transformando literatura em palavra de ordem: </span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“Não tem nada mais indigesto para um mundo dominador do que a liberdade de uma mulher.”</span></p>
</blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">E continua, exaltando as artistas trans que hoje brilham na Nordeste:</span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1"> “Bixarte, A Fúria Negra, Janvita, IDLibra, Dandarona, Paulete Lindacelva… dialogam com a ancestralidade travesty, mas também falam de futuro. De novas perspectivas para sonharmos juntas.”</span></p>
</blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">Documentar, segundo ela, é também existir.<br />
</span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“Meu papel como comunicadora e pesquisadora de música é registrar toda a nossa história.”</span></p>
</blockquote>
<h3 class="p1"><span class="s2">A música como narrativa, território e feitiço</span></h3>
<p class="p1"><span class="s1">O trabalho de Jorja é, antes de tudo, narrativo. Seus sets contam histórias, suas escolhas tecem constelações improváveis e fascinantes.</span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“Agradeço à minha versão adolescente nerd da música. De alguma forma tento construir essa narrativa nos meus sets, que falam de Madonna, Björk, Grace Jones, Depeche Mode, Sylvester, mas também de Donna Giles, ícone trans dos anos 90, e de artistas como Linn da Quebrada, Ventura Profana, IDLibra.”</span></p>
</blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">Para ela, o inesperado é método:</span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“Gosto de misturar a Disco nova-iorquina com Votú, que brinca com funk e techno, ou com Taj Ma House. Às vezes o rock dá match com a House ou o Techno, e eu me sinto confortável com isso, porque sou uma grande rockeirona riot grrrl que brinca com música eletrônica.”</span></p>
</blockquote>
<h3 class="p1"><span class="s2">O choque necessário: arte, anarquia e coragem</span></h3>
<figure id="attachment_3716" aria-describedby="caption-attachment-3716" style="width: 721px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3716" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_1995-721x1024.jpeg" alt="" width="721" height="1024" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_1995-721x1024.jpeg 721w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_1995-211x300.jpeg 211w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_1995-768x1091.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_1995-1081x1536.jpeg 1081w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_1995.jpeg 1179w" sizes="(max-width: 721px) 100vw, 721px" /><figcaption id="caption-attachment-3716" class="wp-caption-text">Foto: divulgação.</figcaption></figure>
<p class="p1"><span class="s1">Entre tantas experiências marcantes, o projeto Vida de Clubber ocupa um lugar especial.</span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“Eu, Yorran, Ycaro e Parajeau tocamos o terror nessa cidade em 2018 e 2019. Não só pelo que discotecávamos, mas pelas nossas performances.”</span></p>
</blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">Ela ri ao lembrar:</span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1"> “Chegar em uma festa pop todas ensanguentadas, vestidas de luto, com um caixão na mão escrito democracia… Era algo extremamente corajoso. E eu não me arrependo de nada.”</span></p>
</blockquote>
<h3 class="p1"><span class="s2">Maddam Music e o futuro que se constrói juntas</span></h3>
<figure id="attachment_3717" aria-describedby="caption-attachment-3717" style="width: 722px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3717" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_1994-722x1024.jpeg" alt="" width="722" height="1024" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_1994-722x1024.jpeg 722w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_1994-212x300.jpeg 212w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_1994-768x1089.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_1994-1083x1536.jpeg 1083w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_1994.jpeg 1179w" sizes="(max-width: 722px) 100vw, 722px" /><figcaption id="caption-attachment-3717" class="wp-caption-text">Foto: divulgação.</figcaption></figure>
<p class="p1"><span class="s1">A artista define sem hesitação a importância dessa irmandade:</span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“A música eletrônica hoje é feita por mulheres dissidentes e marginalizadas. É fundamental construirmos novas narrativas. Minha avó dizia: se só tem tu, vai tu mesmo. Somos as próprias viradas de chave.”</span></p>
</blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">No coletivo Maddam Music, ela aprende, compartilha, impulsiona e se reconhece.</span></p>
<h3 class="p1"><span class="s2">O Som Delas: rádio como retomada, gesto punk e reparação</span></h3>
<figure id="attachment_3718" aria-describedby="caption-attachment-3718" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3718" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2004-1024x593.jpeg" alt="" width="800" height="463" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2004-1024x593.jpeg 1024w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2004-300x174.jpeg 300w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2004-768x445.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2004.jpeg 1179w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-3718" class="wp-caption-text">Foto: divulgação.</figcaption></figure>
<p class="p1"><span class="s1">O programa que apresenta na Frei Caneca FM nasceu de uma inquietação visceral.</span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“O Som Delas surgiu de uma inquietação minha, de Priscila Ribeiro e de Viviane Menezes. Mulheres punks em um cenário majoritariamente masculino.”</span></p>
</blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">Ela explica:</span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“O programa é um holofote para Pernambuco, mas também trazemos mulheres do Nordeste e do mundo conectadas ao espírito Faça Você Mesmo do movimento Riot Grrrl.”</span></p>
</blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">E lembra da potência dessa missão:</span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“Falamos sobre mulheres fundamentais para o Manguebeat que muitas vezes são esquecidas ou não são chamadas para festivais. Nosso propósito é trazer essa música de volta ao jogo. É puro punk rock.”</span></p>
</blockquote>
<h3 class="p1"><span class="s2">Produção cultural como extensão da própria alma</span></h3>
<figure id="attachment_3719" aria-describedby="caption-attachment-3719" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3719" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2003-1024x536.jpeg" alt="" width="800" height="419" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2003-1024x536.jpeg 1024w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2003-300x157.jpeg 300w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2003-768x402.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2003.jpeg 1161w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-3719" class="wp-caption-text">Foto: divulgação.</figcaption></figure>
<p class="p1"><span class="s1">Sobre sua atuação com Music Society Prod e LEOA, ela resume com afeto:</span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“Com LEOA foi muito natural. Ela queria alguém que conversasse com essa fase wild up da vida dela. Acho a Luísa extremamente punk na essência. Carisma, originalidade e Faça Você Mesmo.”</span></p>
</blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">E sobre o coletivo:</span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“O Music Society Prod pensa novas narrativas para João Pessoa. É sobre construir futuro.”</span></p>
</blockquote>
<h3 class="p1"><span class="s2">O que vem aí: terror, glamour e psicodelia</span></h3>
<figure id="attachment_3720" aria-describedby="caption-attachment-3720" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3720" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2005-1024x756.jpeg" alt="" width="800" height="591" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2005-1024x756.jpeg 1024w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2005-300x222.jpeg 300w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2005-768x567.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_2005.jpeg 1179w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-3720" class="wp-caption-text">Foto: divulgação.</figcaption></figure>
<p class="p1"><span class="s1">Jorja sorri antes de entregar os spoilers:</span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“Queremos expandir O Som Delas e aprofundar ainda mais o protagonismo feminino na música nordestina.”</span></p>
</blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">E conclui com brilho nos olhos:</span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“Tocarei o terror e o glamour em lugares já confirmados, como o Baile de Natal da Usina Energisa, numa noite dedicada ao rock eletrônico progressivo psicodélico. Uma coisa meio Pink Floyd com Ave Sangria, Cátia de França com Fleetwood Mac.”</span></p>
</blockquote>
<h4 class="p1"><span class="s2">Jorja Moura não é apenas uma artista. É um movimento.</span></h4>
<h4 class="p1"><span class="s2">É som que cura, palavra que revoluciona, presença que desloca.</span></h4>
<h4 class="p1"><span class="s2">Sua arte não é feita para ser ouvida.</span></h4>
<h4 class="p1"><span class="s2">É feita para ser vivida.</span></h4>
<p>O post <a href="https://papopopcast.com.br/2025/11/19/jorja-moura-entre-pistas-palavras-e-revolucoes-sonoras/">Jorja Moura: entre pistas, palavras e revoluções sonoras</a> apareceu primeiro em <a href="https://papopopcast.com.br">Papo Pop</a>.</p>
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		<title>Música de protesto com glitter na cara: Barbarize lança ‘MANIFEXTA’ e conversa com o Papo Pop sobre identidade, resistência e ancestralidade</title>
		<link>https://papopopcast.com.br/2025/10/28/musica-de-protesto-com-glitter-na-cara-barbarize-lanca-manifexta-e-conversa-com-o-papo-pop-sobre-identidade-resistencia-e-ancestralidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Papo Pop]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2025 23:13:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O coletivo musical e performático Barbarize, nascido na Comunidade do Bode, em Recife, lança seu aguardado álbum de estreia, ‘MANIFEXTA’, já disponível em todas as plataformas digitais. Mais do que um registro sonoro, o disco se configura como um grito de liberdade e urgência, costurando ancestralidade, política e estética urbana em 22 faixas que atravessam [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O coletivo musical e performático Barbarize, nascido na Comunidade do Bode, em Recife, lança seu aguardado álbum de estreia, ‘MANIFEXTA’, já disponível em todas as plataformas digitais. Mais do que um registro sonoro, o disco se configura como um grito de liberdade e urgência, costurando ancestralidade, política e estética urbana em 22 faixas que atravessam ritmos como afrobeat, funk, trap, reggaeton, pop e maracatu. O Papo Pop conversou com os artistas, que revelaram detalhes sobre o processo criativo e a proposta de suas músicas, definidas por eles como “música de protesto com glitter na cara”.</p>
<p><iframe title="#PapoPopLive | Barbarize lança ‘MANIFEXTA’, manifesto musical de liberdade e rebeldia" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/uq8VHrve2Z0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Produzido por Thiago Barromeo (indicado ao Grammy Latino), YuriLumin, DJ Luciano Rocha e Itoo, o álbum combina beats digitais e percussões orgânicas, criando uma sonoridade que dialoga com rua e terreiro, tradição e futurismo. Participações especiais reforçam a amplitude do projeto, incluindo Fred Zero4 (Mundo Livre S/A), Louise, Xis, Oreia, Dada Yute, MC Tchelinho, Lino Krizz (Racionais MC’s) e J Coppa, conectando gerações e territórios musicais.</p>
<figure id="attachment_3408" aria-describedby="caption-attachment-3408" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3408" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_0211-1024x916.jpeg" alt="" width="800" height="716" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_0211-1024x916.jpeg 1024w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_0211-300x268.jpeg 300w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_0211-768x687.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_0211.jpeg 1179w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-3408" class="wp-caption-text">Foto: divulgação.</figcaption></figure>
<p>O repertório do álbum é diverso e potente. “Exu” abre com invocações ancestrais em clima de reza e guerra, seguida por “MNFXT”, instrumental explosivo que anuncia a festa. Em “Mangue”, com Fred Zero4, o duo reverencia Chico Science e Josué de Castro e denuncia desigualdades sociais do Recife. “Mundo Gira”, com Dada Yute, aborda resiliência com influência do reggae, enquanto “AQUITAQUENTE” retrata as contradições da cidade entre brilho e corte. O disco transita entre leveza e deboche em faixas como “Oi, Sumido” (MC Tchelinho) e “Imagina” (Oreia), enquanto “Pararatibum”, com Xis, cria uma crônica ácida sobre a vida cotidiana. O encerramento chega com “Boom Boom” (J Coppa), “Jah Amor” (Louise) e “Mangueboogie” (Lino Krizz), reafirmando a diversidade sonora e poética de MANIFEXTA.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-3409" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_0208-1024x614.jpeg" alt="" width="800" height="480" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_0208-1024x614.jpeg 1024w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_0208-300x180.jpeg 300w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_0208-768x461.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_0208.jpeg 1179w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>A estética visual do duo é definida como punk afrofuturista reciclado, ou “cybermístico do mangue”, mesclando sucata eletrônica, tintas corporais, roupas reconstruídas e signos ritualísticos. A capa, concebida por Jota a partir de uma foto de Ignus, materializa essa fusão entre orgânico e tecnológico. Cada faixa do álbum recebe ainda lyric, visualizer ou videoclipe, compondo um universo audiovisual interligado e potente.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-3410" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_0209-1024x538.jpeg" alt="" width="800" height="420" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_0209-1024x538.jpeg 1024w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_0209-300x158.jpeg 300w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_0209-768x404.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_0209.jpeg 1179w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>Para Barbarize, MANIFEXTA é uma celebração e um chamado: “É pra dançar, pensar, sorrir e resistir. É música de protesto com brilho e amor. É o nosso começo, mas também um convite para que cada um se manifeste do seu jeito”, afirmam.</p>
<p>Com esta estreia, Barbarize se consolida como uma das vozes mais inovadoras e urgentes da música brasileira contemporânea, transformando palco, audiovisual e território em uma experiência estética completa, conectando o local e o global em uma linguagem única.</p>
<p><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3a7.png" alt="🎧" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Ouça e assista MANIFEXTA aqui: <a href="https://youtube.com/playlist?list=PLzlTGG2gjYU-_dj7tIjFvKJRcQO_qsf4A&amp;si=5MyXvUh7v4u-c9jl">YouTube Playlist</a></p>
<p><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4f1.png" alt="📱" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Escolha sua plataforma digital favorita: <a href="https://bfan.link/manifexta">bFan link</a></p>
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		<title>Exclusivo: Bixarte lança “Feitiço” e inicia nova era com o single “Tentação”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Papo Pop]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 17:10:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A travessia artística de Bixarte chega a um novo e luminoso ponto de virada. Reconhecida nacionalmente por sua força criativa que entrelaça música, poesia e performance, a artista travesti paraibana lança nesta sexta-feira, 24 de outubro, o single “Tentação”, primeira faixa de seu aguardado álbum “Feitiço”. O lançamento marca uma nova era em sua carreira, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A travessia artística de Bixarte chega a um novo e luminoso ponto de virada. Reconhecida nacionalmente por sua força criativa que entrelaça música, poesia e performance, a artista travesti paraibana lança nesta sexta-feira, 24 de outubro, o single “<a href="https://spotify.link/h4I4CWSqJXb">Tentação</a>”, primeira faixa de seu aguardado álbum “Feitiço”. O lançamento marca uma nova era em sua carreira, revelando uma sonoridade que funde rap, batidas eletrônicas e experimentações rítmicas, em um diálogo visceral entre ancestralidade e vanguarda. O <a href="https://youtu.be/nQ0Xf9IoQLo?si=OXF1JMziMIB6yGeW">videoclipe</a>, gravado em João Pessoa, será lançado no sábado, 25 de outubro, e promete traduzir em imagem a intensidade e o magnetismo que movem o universo da artista.</p>
<p>A inquietude criadora e o discurso poético de Bixarte voltam à cena com “Tentação”, faixa que inaugura o universo do aguardado álbum Feitiço. O single chega envolto em uma atmosfera de ancestralidade, sensualidade e poder, unindo as raízes afro-brasileiras da artista à sua visão futurista da música popular.</p>
<figure id="attachment_3370" aria-describedby="caption-attachment-3370" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-3370 size-large" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_9784-1024x999.jpeg" alt="" width="800" height="780" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_9784-1024x999.jpeg 1024w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_9784-300x293.jpeg 300w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_9784-768x749.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_9784.jpeg 1179w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-3370" class="wp-caption-text">Foto: divulgação.</figcaption></figure>
<p>Vivendo entre São Paulo e a Paraíba, Bixarte tem transformado sua trajetória em uma espécie de rito criativo: um movimento constante entre raízes e recomeços. Sua arte é travessia, corpo, denúncia e celebração. É também o reflexo de uma geração que encontra na música uma ferramenta de reconstrução simbólica e política.</p>
<blockquote><p>“Tentação nasce do encontro entre dois mundos que me atravessam: o lugar onde cresci e o lugar onde me reinvento todos os dias. Eu quis unir o calor, o batuque e a ginga da minha Paraíba com a pulsação, a correria e o brilho da noite paulistana. É uma música sobre desejo, sobre corpo e liberdade, sobre o que é se permitir viver intensamente, mesmo quando o mundo tenta me enquadrar. É um som pra dançar, pra sentir e pra lembrar que ser travesti é também poder criar feitiços com a própria existência”, declara Bixarte.</p></blockquote>
<p>Produzida por Big Jesi e mixada por Guirraiz, “Tentação” apresenta uma aposta ousada no Jersey Club, gênero ainda pouco explorado no Brasil, mas aqui reinventado com sotaque e alma paraibana. O clipe, dirigido por Bixarte e Fúria Negra, com assistência de Pérola Padilha, é majoritariamente protagonizado e produzido por pessoas negras, reunindo mais de 20 profissionais paraibanos. O resultado é uma obra estética e política que se traduz em potência visual e sonora, um manifesto sobre corpo, pertencimento e liberdade.</p>
<blockquote><p>“Esse trabalho marca também meu retorno ao rap”, conta a artista. “‘Tentação’ nasceu depois de uma noite com minhas amigas em João Pessoa, uma noite de riso, dança e liberdade. Eu quis levar essa energia pro radar, mostrar que a gente tem uma das cenas underground mais fortes do país, pulsando nas periferias paraibanas. É um convite pra conhecer a força da nossa noite, da nossa arte e da nossa gente.”</p></blockquote>
<p>Em informação exclusiva ao Papo Pop, Bixarte revelou que o álbum “Feitiço” contará com participações de Emicida e Vó Mera, dois nomes que representam universos distintos, mas igualmente simbólicos da música e da resistência negra brasileira. A presença de Emicida, um dos maiores letristas e pensadores da música contemporânea, e de Vó Mera, ícone de sabedoria ancestral e memória popular, consolida o disco como uma celebração da diversidade e do poder criativo das margens.</p>
<figure id="attachment_3368" aria-describedby="caption-attachment-3368" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3368" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Capa-de-video-para-youtube-sensacionalista-minimalista-preto-e-rosa-1-1024x576.png" alt="" width="800" height="450" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Capa-de-video-para-youtube-sensacionalista-minimalista-preto-e-rosa-1-1024x576.png 1024w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Capa-de-video-para-youtube-sensacionalista-minimalista-preto-e-rosa-1-300x169.png 300w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Capa-de-video-para-youtube-sensacionalista-minimalista-preto-e-rosa-1-768x432.png 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Capa-de-video-para-youtube-sensacionalista-minimalista-preto-e-rosa-1.png 1280w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-3368" class="wp-caption-text">Foto: Vó Mera e Emicida</figcaption></figure>
<p>Mais do que um álbum, “Feitiço” é uma declaração de força e encantamento. Inspirado na infância e juventude vividas em Santa Rita (PB), o projeto costura camadas de afetividade, misticismo, política e ritmo. Bixarte revisita suas origens com maturidade artística e potência estética, reafirmando-se como uma das vozes mais originais e instigantes da nova geração da música brasileira.</p>
<figure id="attachment_3371" aria-describedby="caption-attachment-3371" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3371" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_9785-807x1024.jpeg" alt="" width="800" height="1015" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_9785-807x1024.jpeg 807w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_9785-236x300.jpeg 236w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_9785-768x975.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_9785.jpeg 1163w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-3371" class="wp-caption-text">Foto: divulgação.</figcaption></figure>
<p>Com “Tentação”, Bixarte não apenas entrega uma canção: ela cria um portal. Um feitiço sonoro que conecta o tambor ancestral à batida eletrônica das metrópoles, o riso das amigas à dor das travessias, o corpo travesti ao centro da narrativa musical. Sua arte é resistência, mas também renascimento, e “Feitiço” promete ser a consagração de uma artista que transforma o existir em manifesto, e o som em liberdade.</p>
<h3>Em entrevista ao Papo Pop, Bixarte fala sobre o poder de renascer, a força das parcerias e a magia que envolve seu novo trabalho.</h3>
<h4>Bixarte, “Tentação” marca o início de uma nova era. O que representa esse momento na sua trajetória artística e pessoal?</h4>
<p>Eu acredito que “Feitiço” é uma continuação natural de “Traviarcado”, mas com uma nova energia e propósito. O maior feitiço que quero lançar com esse álbum é o reconhecimento da excelência de pessoas trans na música. Há um movimento muito bonito acontecendo, não apenas com artistas como Liniker, mas com toda uma geração de pessoas trans e travestis ocupando o espaço da indústria musical. O disco é um grande encontro de tambores da América Latina, um diálogo entre ancestralidades que se manifesta em ritmos como o rap, o afrobeat, o forró e o jazz. É uma celebração da força e da memória de quem veio antes.</p>
<h4>O single mistura jersey club e trap, dois estilos intensos e cheios de atitude. Como surgiu essa combinação sonora e o que ela simboliza dentro do conceito de “Feitiço”?</h4>
<p>Essa nova era traz uma estética completamente diferente de “Traviarcado”. Se naquele disco o vermelho e o preto faziam referência a Exu, agora o amarelo e o dourado evocam Oxum. Essa escolha é uma forma de revelar o lado doce, amoroso e também sensual que existe em nós. “Traviarcado” foi um pé na porta, muito político, mesmo dentro do pop. Já “Feitiço” é um álbum pop, mas profundamente espiritual. Eu quis unir o místico e o sagrado, mostrar que é possível dançar com o divino e fazer disso um ato político e poético.</p>
<h4>Você sempre trouxe uma mensagem forte de empoderamento e resistência feminina nas suas músicas. Em “Tentação”, essa força vem com uma energia de liberdade e renascimento. Como foi traduzir esse sentimento em som e imagem?</h4>
<p>“Tentação” nasceu de um processo de reconstrução pessoal. Eu passei por um relacionamento com um homem branco que reproduzia falas racistas, e saí dessa relação completamente esgotada. Voltei para a Paraíba para trabalhar e vivi uma noite que me transformou. Dessa vivência nasceu a música. Ela fala sobre autoestima, sobre o poder de se reerguer e de retomar o próprio corpo e o próprio desejo. É um convite à autonomia e à libertação.</p>
<h4>O título do álbum, “Feitiço”, é poderoso e simbólico. Que tipo de magia você quis lançar no mundo com esse novo trabalho?</h4>
<p>O feitiço que quero espalhar é o da autoconfiança, da força e da doçura. É sobre olhar para si com amor e entender que existir já é uma forma de encantamento. Cada faixa é um ritual de cura, um chamado para quem se reconhece nesse universo.</p>
<h4>As noites paraibanas têm uma presença marcante no universo de “Tentação”. De que forma a cena local e as festas urbanas da Paraíba influenciaram essa nova fase?</h4>
<p>A Paraíba é o meu ponto de partida e de retorno. As festas, os sons, as pessoas, a energia das ruas — tudo isso está em “Feitiço”. A noite paraibana é uma escola de liberdade e experimentação. Eu quis traduzir esse sentimento nas batidas, nas letras, no visual.</p>
<h4>Você trabalha com Big Jesi e Guirraiz na produção e mixagem. Como foi essa parceria e o que eles trouxeram de novo para o seu som?</h4>
<p>Big Jesi é meu produtor musical há quase sete anos, desde o início da minha carreira. Guirraiz é um parceiro de longa data e alguém que admiro muito. Tê-los nesse projeto é um gesto de respeito e continuidade. Eu tenho 24 anos e aprendi com minha mãe a valorizar quem veio antes. Big Jesi e Guirraiz são pioneiros na música paraibana, especialmente no rap, e trabalhar com eles é pedir licença para continuar esse legado. Essa parceria é sobre manter viva a história da nossa música e dar a ela novos caminhos.</p>
<h4>Sabemos que o álbum contará com feats icônicos. Pode adiantar um pouco sobre as colaborações e como foi o processo de escolha?</h4>
<p>Sim! Esse disco terá sete participações e posso revelar duas em primeira mão. Uma delas reúne Vó Mera e Emicida em uma mesma faixa. Eu quis colocar uma travesti paraibana e um dos maiores nomes do rap brasileiro lado a lado, levando a nossa sonoridade para o mainstream. É um encontro histórico, um grito de potência e representatividade.</p>
<h4>Sua estética conceitual vem chamando atenção — das cores à fotografia e direção de arte. Quais foram as principais referências visuais e simbólicas dessa nova era?</h4>
<p>A estética de “Feitiço” dialoga com a espiritualidade, a feminilidade e o poder do dourado como símbolo de abundância. Eu quis construir um universo visual que misturasse o sagrado e o pop, a rua e o altar. As fotos, as roupas e os vídeos trazem essa linguagem do encantamento e da liberdade.</p>
<h4>“Tentação” fala sobre autonomia, desejo e reconstrução. Essas temáticas refletem também o que você viveu nos bastidores desse processo criativo?</h4>
<p>Totalmente. Eu precisei me reconstruir emocionalmente para fazer esse álbum. Tudo que vivi está ali: as dores, as curas e as descobertas. “Tentação” é a síntese de um renascimento pessoal e artístico.</p>
<h4>Qual foi o momento mais desafiador e o mais mágico durante a criação de “Feitiço”?</h4>
<p>O mais desafiador foi fazer o disco sem patrocínio. Diferente de “Traviarcado”, que teve apoio da Natura Musical, esse projeto foi totalmente financiado por mim. Desde o clipe até a assessoria de imprensa, tudo saiu do meu bolso. É muito difícil fazer música no Brasil quando você não tem grandes nomes por trás. Mas também foi mágico ver tudo tomando forma, entender que a força da criação independe do dinheiro.</p>
<h4>Se “Feitiço” fosse um ritual, quais seriam os três elementos essenciais que o compõem?</h4>
<p>Ouro, altar e tambor. O ouro representa o brilho e o valor da arte; o altar, o sagrado que me guia; e o tambor, a ancestralidade que pulsa em tudo que faço.</p>
<h4>E para encerrar: o que o público pode esperar das próximas faixas? Vem aí mais feitiço, mais fogo ou uma nova transformação?</h4>
<p>Vem tudo isso junto. Mais fogo, mais feitiço e muita transformação. Esse álbum é cheio de experimentações sonoras e de parcerias incríveis. É um trabalho que reflete a força da música paraibana, com produção 100% local. Vai ter participação do Mofo Record, que é um nome em ascensão no rap paraibano. Podem esperar qualidade, autenticidade e um time de peso levando a Paraíba para o radar nacional.</p>
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		<title>Chrystal Faini: a arte em estado puro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Papo Pop]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 23:10:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Chrystal Faini não é apenas uma artista. É um verdadeiro fenômeno de versatilidade e expressão. Formada em Artes Cênicas pelo SATED/RJ e graduada em Marketing pela Laureate International Universities, sua trajetória é marcada por uma multiplicidade de talentos que se entrelaçam com elegância e profundidade. Com sólida atuação no teatro, cinema, música e moda, Chrystal [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Chrystal Faini não é apenas uma artista. É um verdadeiro fenômeno de versatilidade e expressão. Formada em Artes Cênicas pelo SATED/RJ e graduada em Marketing pela Laureate International Universities, sua trajetória é marcada por uma multiplicidade de talentos que se entrelaçam com elegância e profundidade. Com sólida atuação no teatro, cinema, música e moda, Chrystal se destaca não apenas por sua técnica, mas pelo poder de transformar cada projeto em uma experiência emocional para o público.</p>
<figure id="attachment_3226" aria-describedby="caption-attachment-3226" style="width: 696px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3226" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_7956-696x1024.jpeg" alt="" width="696" height="1024" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_7956-696x1024.jpeg 696w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_7956-204x300.jpeg 204w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_7956-768x1130.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_7956.jpeg 940w" sizes="(max-width: 696px) 100vw, 696px" /><figcaption id="caption-attachment-3226" class="wp-caption-text">Foto: divulgação.</figcaption></figure>
<p>No teatro, participou de espetáculos memoráveis como Nelson Eterno e Noite da Comédia Improvisada, demonstrando um domínio raro da presença cênica e da improvisação. No cinema, esteve presente em produções de grande alcance, incluindo Tudo Bem no Natal que Vem e Diários de Intercâmbio na Netflix, projetos que levaram sua arte a um público global e consolidaram sua versatilidade diante das câmeras.</p>
<p><iframe title="Chrystal Faini - DemoReel “Tudo Bem No Natal Que Vem” (Netflix)" width="563" height="1000" src="https://www.youtube.com/embed/KJPigZY1mYc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Colaborou com nomes de destaque do cenário nacional, como Déborah Colker, Aguinaldo Silva, Dennis Carvalho e Charles Möeller, e também com referências internacionais, como Ivana Chubbuck, Nancy Bishop e Lorraine Serrabian. Essas experiências não apenas moldaram sua técnica, mas também expandiram sua sensibilidade artística, permitindo que Chrystal se conecte profundamente com a essência de cada projeto e personagem.</p>
<p><iframe title="CHRYSTAL FAINI - IMAGINE (PARTICIPAÇÃO ESPECIAL EM &quot;BEATLES NUM CÉU DE DIAMANTES&quot;)" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/VYuDRqM-AeQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Sua voz é outro ponto de destaque, ampla, poderosa e capaz de transitar do erudito ao contemporâneo com maestria. Em matéria do G1 (Globo), foi celebrada por essa habilidade rara de unir técnica, emoção e espiritualidade, tornando cada performance um canal de conexão profunda com o público. Para Chrystal, cantar é mais do que emitir sons. É uma forma de tocar o invisível, de criar experiências que transcendem palavras.</p>
<p><iframe title="CHRYSTAL FAINI - CANTANDO NA JANELA (MATÉRIA G1)" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/eyaEoB_qz0A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Além das artes cênicas e da música, Chrystal também se destaca como modelo e influencer, conquistando projeção nacional e internacional. Campanhas como a realizada para a marca ViaLaser demonstram sua capacidade de unir estética, propósito e comunicação, mostrando que moda também pode ser veículo de transformação e expressão.</p>
<p><iframe title="Chrystal Faini - Campanha Via Laser" width="563" height="1000" src="https://www.youtube.com/embed/0JldllNEVEc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Durante a pandemia, Chrystal reforçou seu compromisso com a arte e com a sociedade ao criar o projeto Cantando na Janela, levando esperança e emoção a milhares de pessoas. Esse período, embora de recolhimento, também foi de intensa expansão e aprendizado, consolidando ainda mais sua visão de que a arte tem o poder de inspirar, conectar e transformar.</p>
<p>A seguir, a entrevista completa com Chrystal Faini, revelando insights sobre sua carreira, visão artística e filosofia de vida:</p>
<h3>Entrevista com Chrystal Faini</h3>
<p>1. Você é uma artista que transita entre teatro, cinema, música e moda. Como você encontra equilíbrio entre essas linguagens e o que cada uma delas desperta em você?</p>
<p>Eu sempre enxerguei a arte como uma obra aberta, em constante movimento e evolução. Cada linguagem desperta em mim algo diferente. O teatro me ancora no presente e me conecta com a vivacidade do ser humano. O cinema me convida à sutileza e à profundidade das relações. A música desperta a minha pele e é onde eu respiro a essência da alma. E a moda me permite expressar, por meio da comunicação visual, aquilo que muitas vezes as palavras não alcançam. O equilíbrio eu acredito que nasce da escuta interna, de si mesmo e do todo. É entender o que cada momento pede e permitir que uma linguagem complemente a outra da forma mais natural e harmônica possível. No fim das contas, todas se encontram em um mesmo propósito: comunicar emoção e verdade, e transbordar tudo aquilo que há de mais potente na nossa essência.</p>
<p>2. Trabalhar com nomes tão relevantes no Brasil e no exterior trouxe diferentes referências. Qual foi o maior aprendizado que você carrega dessas colaborações? E como foi sua experiência com a Netflix?</p>
<p>Trabalhar com mestres como Déborah Colker, Aguinaldo Silva, Dennis Carvalho, Charles Möeller, Ivana Chubbuck, Nancy Bishop e Lorraine Serrabian me ensinou, acima de tudo, sobre disciplina, entrega e disponibilidade. Estar próxima de pessoas que vivem a arte de maneiras tão diversas foi uma verdadeira escola de sensibilidade, ética e amor ao ofício. Minha experiência com a Netflix, em produções como Tudo Bem no Natal que Vem e Diários de Intercâmbio, foi transformadora. O alcance global da plataforma me permitiu perceber como a arte atravessa fronteiras e toca pessoas de diferentes culturas, gerações e histórias, despertando emoções e transformações que vão muito além da tela.</p>
<p>3. Em sua jornada, qual foi o momento em que você percebeu que a arte não seria apenas um ofício, mas a sua missão de vida? Fala um pouco dos seus projetos na pandemia.</p>
<p>Eu percebi que a arte era muito mais do que um ofício quando entendi que ela não é apenas uma escolha nossa, que a arte também nos escolhe. E isso é muito potente. Durante a pandemia, esse sentimento se intensificou ainda mais. Enquanto o mundo parava, algo dentro de mim dizia “vai”, e foi assim que nasceu o projeto Cantando na Janela com Chrystal Faini, como uma forma de levar amor e esperança aos corações das pessoas e de lembrá-las de nunca deixar de acreditar que dias melhores virão. Desde então, desenvolvi projetos, fiz diversas colaborações, explorei novas linguagens e me conectei com artistas de diferentes partes do mundo. Foi um período de recolhimento, mas também de grande expansão e aprendizado, cujos frutos se estendem até hoje.</p>
<p>4. Você acredita no poder transformador da arte. Na sua visão, qual é o papel do artista em um mundo que vive tantas mudanças e incertezas?</p>
<p>Acredito que a verdadeira potência da arte não está apenas no que se vê ou se escuta, mas no que se sente. A arte transforma, eleva, inspira, provoca, arrepia e emociona de maneiras que muitas vezes as palavras não conseguem sequer nomear. Cada artista é, ao mesmo tempo, um espelho e um farol. Reflete o tempo em que vive e ilumina novos caminhos. Em momentos de crise e incerteza, a arte nos lembra da nossa humanidade e tem o poder de despertar consciência, empatia e coragem. Três forças essenciais para transformar qualquer realidade.</p>
<p>5. Quando você sobe ao palco ou assume um personagem nas telas, o que você busca provocar no público além do entretenimento?</p>
<p>Mais do que entreter, eu sempre espero poder tocar as pessoas. Desejo que quem me assista sinta algo verdadeiro, que saia dali diferente de como entrou. Pode ser uma lembrança, uma emoção ou uma reflexão. Para mim, a arte é uma troca energética profunda, e quando essa conexão acontece, é mágico. É isso que me move e dá sentido a tudo o que eu faço.</p>
<p>6. A versatilidade é uma marca forte na sua carreira. Existe um ponto em comum que conecta todas as suas criações?</p>
<p>Sim. A verdade. Tudo o que eu crio parte de um lugar de autenticidade. Seja cantando, atuando, modelando ou me comunicando, o que me guia é o desejo de expressar algo que tenha alma. Acho que é isso que conecta tudo: a verdadeira expressão da essência e sua potencialidade.</p>
<p>7. Sua extensão vocal é descrita como ampla e poderosa. Como você construiu essa voz — foi um processo mais técnico, emocional ou espiritual?</p>
<p>Acredito que a minha voz nasce do encontro entre a técnica, a emoção e a espiritualidade. A técnica me dá estrutura, consciência e liberdade para compreender o meu instrumento e explorar suas infinitas possibilidades. Mas é a emoção e, sobretudo, a espiritualidade que verdadeiramente dão vida a minha voz. Quando canto, sinto que me conecto com algo muito maior do que eu. É como se eu me tornasse um canal, e a minha voz passasse a emanar algo que ultrapassa o corpo, a técnica e o som, é algo que se comunica com aquilo que é invisível, que toca na essência do outro.</p>
<p>8. O que significa para você transitar entre o erudito e o contemporâneo? Como essas duas linguagens se complementam na sua expressão artística?</p>
<p>Para mim, o erudito representa a raiz, a base que sustenta a precisão, a técnica que molda, a estrutura que dá forma ao som. O contemporâneo é o voo, a liberdade, as possibilidades. Quando essas duas forças se encontram, nasce algo único: um diálogo vivo entre o tradicional e o moderno. Gosto de estar nesse entre-lugar, onde a arte respira, pulsa e se reinventa a cada instante.</p>
<p>9. Como modelo e influencer, você conquistou projeção nacional e internacional. De que forma a moda dialoga com sua essência como artista?</p>
<p>A moda sempre foi uma extensão da minha expressão artística. Cada peça, cor ou textura conta uma história e comunica antes mesmo de qualquer palavra ser dita. Trabalhar com marcas e campanhas, como a da ViaLaser, me permitiu explorar essa linguagem visual de forma consciente, mostrando que estética e propósito podem caminhar juntos, criando significado e impacto em cada detalhe.</p>
<p>10. Você acredita que a influência digital pode também ser usada como ferramenta de transformação social, assim como a arte?</p>
<p>Com certeza. A influência digital é uma ferramenta poderosa quando usada com responsabilidade, consciência e propósito. Acredito que, por meio das narrativas que escolhemos compartilhar, podemos inspirar mudanças reais. Assim como a arte, a comunicação digital tem o poder de gerar empatia, criar sensação de pertencimento, despertar reflexão, promover transformação e espalhar impacto positivo.</p>
<p>11. Você afirma que “o melhor ainda está por vir”. O que podemos esperar da Chrystal nos próximos anos?</p>
<p>Estou desenvolvendo trabalhos autorais que irão trazer à tona minha essência e, ao mesmo tempo, me conectam com profissionais incríveis em parcerias inspiradoras. Sinto que estou entrando em uma nova fase, mais madura, consciente e profundamente comprometida com meu crescimento pessoal, caminhando rumo à melhor versão de mim mesma. E será um verdadeiro prazer compartilhar essa jornada com todos vocês.</p>
<p>12. Se pudesse deixar uma mensagem para jovens artistas que sonham em seguir um caminho plural como o seu, qual seria?</p>
<p>Não tenha medo de ser você, em toda a sua potência e multiplicidade. A arte não cabe em rótulos, e antes de qualquer coisa, o mundo precisa de seres humanos autênticos e verdadeiros. Estude, discipline-se, mas nunca perca a conexão com o que te move. Lembre-se, o verdadeiro sucesso não está em ser o primeiro ou o maior, mas em permanecer fiel à sua essência, dando sempre o seu melhor, mesmo diante das mudanças e desafios que surgem pelo caminho. É essa trajetória, construída com autenticidade, dedicação e propósito, que transforma, inspira e deixa um legado.</p>
<p>Chrystal Faini é, sem dúvidas, uma artista de múltiplas dimensões. Cada palco, cada câmera, cada campanha é uma extensão de sua alma. Ela prova que a arte é capaz de tocar, transformar e inspirar, e, como ela mesma afirma, o melhor ainda está por vir.</p>
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		<title>Entre tradição e futuro: Victor Hugo Bione conduz a pulsação da Metrópole</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Papo Pop]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Sep 2025 10:55:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cena cultural LGBTQIAPN+ do Recife tem um endereço que atravessa gerações: o Clube Metrópole. Fundada em 2003, a casa noturna é hoje a boate LGBTQIAPN+ mais longeva do Nordeste e uma das cinco mais antigas do Brasil. Mais do que um espaço de festa, a Metrópole se tornou território cultural e ponto turístico da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="p1"><span class="s1">A cena cultural LGBTQIAPN+ do Recife tem um endereço que atravessa gerações: o </span><span class="s2">Clube Metrópole</span><span class="s1">. Fundada em 2003, a casa noturna é hoje a boate LGBTQIAPN+ mais longeva do Nordeste e uma das cinco mais antigas do Brasil. Mais do que um espaço de festa, a Metrópole se tornou </span><span class="s2">território cultural e ponto turístico</span><span class="s1"> da cidade. Quem conduz a programação artística e garante que esse legado se renove a cada temporada é </span><span class="s2">Victor Hugo Bione</span><span class="s1">, jovem diretor artístico que, com paixão e senso de responsabilidade, mantém viva a chama da diversidade no coração da capital pernambucana.</span></p>
<figure id="attachment_3039" aria-describedby="caption-attachment-3039" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3039" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/e799ab01-43e4-41c8-be3d-2b82b763c202-768x1024.jpeg" alt="" width="768" height="1024" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/e799ab01-43e4-41c8-be3d-2b82b763c202-768x1024.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/e799ab01-43e4-41c8-be3d-2b82b763c202-225x300.jpeg 225w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/e799ab01-43e4-41c8-be3d-2b82b763c202-1152x1536.jpeg 1152w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/e799ab01-43e4-41c8-be3d-2b82b763c202.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption id="caption-attachment-3039" class="wp-caption-text">Foto: acervo do Clube Metrópole</figcaption></figure>
<p class="p1"><span class="s1">Em entrevista exclusiva, Victor reflete sobre a longevidade do clube, os desafios da cena cultural, sua trajetória pessoal e a missão de continuar o trabalho iniciado por sua mãe, </span><span class="s2">Maria do Céu</span><span class="s1">, pioneira e referência na produção cultural LGBTQIAPN+ no Brasil.</span></p>
<h3 class="p1"><span class="s2">A força da diversidade</span></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-3045" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/84dd3bc2-62e7-4932-a063-11a3edfb0c99-683x1024.jpeg" alt="" width="683" height="1024" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/84dd3bc2-62e7-4932-a063-11a3edfb0c99-683x1024.jpeg 683w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/84dd3bc2-62e7-4932-a063-11a3edfb0c99-200x300.jpeg 200w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/84dd3bc2-62e7-4932-a063-11a3edfb0c99-768x1152.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/84dd3bc2-62e7-4932-a063-11a3edfb0c99-1024x1536.jpeg 1024w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/84dd3bc2-62e7-4932-a063-11a3edfb0c99-1366x2048.jpeg 1366w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/84dd3bc2-62e7-4932-a063-11a3edfb0c99-scaled.jpeg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></p>
<p class="p1"><span class="s1">Ao olhar para os 23 anos de história da Metrópole, Victor destaca que a longevidade da casa não se explica por um único fator, mas por uma rede de pessoas que constroem diariamente o espaço: artistas, equipe de produção, seguranças, bartenders, público e toda uma comunidade que se reconhece ali.<br />
</span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“A Metrópole tem o amor e o afeto das pessoas. Todas as gerações LGBTQIAPN+, desde 2003 até hoje, têm uma história para contar dentro dela”, diz.</span></p>
</blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">Para ele, a palavra que resume a identidade do clube é </span><span class="s2">diversidade</span><span class="s1">.<br />
</span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“Somos diversos nas pistas, no público, no som, em tudo. Isso é inspirador e a cara não só de uma metrópole, mas do mundo.”</span></p>
</blockquote>
<h3 class="p1"><span class="s2">Da produção independente à direção artística</span></h3>
<figure id="attachment_3041" aria-describedby="caption-attachment-3041" style="width: 682px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3041" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/6c3f064f-819c-423a-b4d2-ce90a3e30a1b-682x1024.jpeg" alt="" width="682" height="1024" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/6c3f064f-819c-423a-b4d2-ce90a3e30a1b-682x1024.jpeg 682w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/6c3f064f-819c-423a-b4d2-ce90a3e30a1b-200x300.jpeg 200w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/6c3f064f-819c-423a-b4d2-ce90a3e30a1b-768x1153.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/6c3f064f-819c-423a-b4d2-ce90a3e30a1b-1023x1536.jpeg 1023w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/6c3f064f-819c-423a-b4d2-ce90a3e30a1b.jpeg 1066w" sizes="(max-width: 682px) 100vw, 682px" /><figcaption id="caption-attachment-3041" class="wp-caption-text">Foto: acervo do Clube Metrópole</figcaption></figure>
<p class="p1"><span class="s1">Antes de assumir a direção artística da Metrópole, Victor Hugo Bione trilhou um caminho próprio, marcado por experiências diversas e por uma paixão que sempre orbitou a produção cultural. Ainda jovem, começou a organizar eventos de forma quase despretensiosa uma iniciativa que, com o tempo, se transformou em sua profissão. </span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“Há cinco anos vivo disso, e sou apaixonado. Produzir eventos é meu ofício”, afirma.</span></p>
</blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">Mas sua trajetória não se limitou ao universo da noite. Victor também trabalhou em áreas distintas, como segurança patrimonial, e hoje divide a rotina entre a direção do clube e a faculdade de Direito. </span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“Eu nunca tive uma definição rígida de futuro, gosto de experimentar, de me jogar. Tudo foi acontecendo naturalmente, no fluxo.”</span></p>
</blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">Esse espírito inquieto e multifacetado se reflete na forma como conduz a Metrópole: equilibrando tradição e inovação, memória e reinvenção, legado e ousadia.</span></p>
<h3 class="p1"><span class="s2">Território cultural e resistência</span></h3>
<figure id="attachment_3042" aria-describedby="caption-attachment-3042" style="width: 683px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3042" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/cdfe0c6a-0078-4866-b863-e304de94fc0c-683x1024.jpeg" alt="" width="683" height="1024" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/cdfe0c6a-0078-4866-b863-e304de94fc0c-683x1024.jpeg 683w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/cdfe0c6a-0078-4866-b863-e304de94fc0c-200x300.jpeg 200w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/cdfe0c6a-0078-4866-b863-e304de94fc0c-768x1152.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/cdfe0c6a-0078-4866-b863-e304de94fc0c-1024x1536.jpeg 1024w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/cdfe0c6a-0078-4866-b863-e304de94fc0c-1366x2048.jpeg 1366w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/cdfe0c6a-0078-4866-b863-e304de94fc0c-scaled.jpeg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption id="caption-attachment-3042" class="wp-caption-text">Foto: acervo do Clube Metrópole</figcaption></figure>
<p class="p1"><span class="s1">Mais do que uma balada, a Metrópole é espaço de formação artística e resistência. O palco do clube já lançou talentos, acolheu gerações e mantém vivas tradições da cena queer. </span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“Recentemente, recebemos Sharlene Esse e Odilex em um número que recria performances de Gal Costa e Maria Bethânia, feito desde os anos 80 na boate Misty. Ao mesmo tempo, temos projetos como o </span><span class="s2">Drag Phenomena</span><span class="s1">, que apresenta a nova geração de queens em brunchs e watch parties”, afirma.</span></p>
</blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">Essa conexão entre passado e futuro também está presente na </span><span class="s2">Pista New York (NY)</span><span class="s1">, que passou por uma grande reforma em 2025, trazendo nova iluminação, sonorização e acessibilidade. </span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“A NY é um coração pulsante da Metrópole. Grandes nomes do eletrônico internacional já passaram por lá, além de shows de Pabllo Vittar e Ludmilla. Essa reforma foi pensada para o público, que merece uma experiência cada vez melhor.”</span></p>
</blockquote>
<h3 class="p1"><span class="s2">Desafios e sonhos</span></h3>
<figure id="attachment_3040" aria-describedby="caption-attachment-3040" style="width: 682px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3040" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/c18683ed-a656-4d67-872a-40c36054fde3-682x1024.jpeg" alt="" width="682" height="1024" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/c18683ed-a656-4d67-872a-40c36054fde3-682x1024.jpeg 682w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/c18683ed-a656-4d67-872a-40c36054fde3-200x300.jpeg 200w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/c18683ed-a656-4d67-872a-40c36054fde3-768x1153.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/c18683ed-a656-4d67-872a-40c36054fde3-1023x1536.jpeg 1023w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/c18683ed-a656-4d67-872a-40c36054fde3.jpeg 1066w" sizes="(max-width: 682px) 100vw, 682px" /><figcaption id="caption-attachment-3040" class="wp-caption-text">Foto: acervo do Clube Metrópole</figcaption></figure>
<p class="p1"><span class="s1">Conduzir um clube com tanto peso histórico exige equilibrar tradição e reinvenção, especialmente diante do choque de gerações e das mudanças aceleradas no consumo cultural após a pandemia. </span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“É o maior desafio, porque às vezes não é possível agradar a todos. Mas seguimos buscando esse equilíbrio, porque atravessar gerações é isso.”</span></p>
</blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">Além da Metrópole, Victor também se dedica ao projeto </span><span class="s2">Love Noronha</span><span class="s1">, criado por sua mãe em 2012. A iniciativa transforma o arquipélago em um arco-íris de diversidade, unindo música, turismo, gastronomia e natureza. </span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“O Love é mágico, é uma forma de mostrar que diversidade e orgulho também fazem parte do paraíso.”</span></p>
</blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">Quando perguntado sobre seus sonhos, Victor não hesita em ousar:</span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1"> “Uma das minhas maiores vontades é trazer </span><span class="s2">RuPaul</span><span class="s1"> para dentro da Metrópole. Quem sabe, né?”.</span></p>
</blockquote>
<h3 class="p1"><span class="s2">Herança e futuro</span></h3>
<figure id="attachment_3043" aria-describedby="caption-attachment-3043" style="width: 682px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3043" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/4eb26bce-a70d-43cd-84cb-8666e5691c9e-682x1024.jpeg" alt="" width="682" height="1024" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/4eb26bce-a70d-43cd-84cb-8666e5691c9e-682x1024.jpeg 682w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/4eb26bce-a70d-43cd-84cb-8666e5691c9e-200x300.jpeg 200w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/4eb26bce-a70d-43cd-84cb-8666e5691c9e-768x1153.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/4eb26bce-a70d-43cd-84cb-8666e5691c9e-1023x1536.jpeg 1023w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/4eb26bce-a70d-43cd-84cb-8666e5691c9e.jpeg 1066w" sizes="(max-width: 682px) 100vw, 682px" /><figcaption id="caption-attachment-3043" class="wp-caption-text">Foto: acervo do Clube Metrópole</figcaption></figure>
<p class="p1"><span class="s1">Filho da produtora e empresária Maria do Céu, Victor cresceu cercado por trabalho e dedicação. Assumir um papel de liderança na Metrópole é, para ele, um ato de continuidade e de responsabilidade. </span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“Ela é, na minha opinião, a maior produtora e empresária desse país, e não é porque é minha mãe não. É uma realidade. O maior aprendizado que carrego dela é não desistir, independentemente da situação.”</span></p>
</blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">Entre produções de eventos, estudos em Direito e uma rotina intensa, Victor constrói seu próprio caminho, com a mesma paixão que o moveu desde o início. </span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“Eu nunca tive muito uma definição do meu futuro. As coisas foram acontecendo e sigo esse fluxo. O que amo mesmo é produzir eventos, é o meu ofício.”</span></p>
</blockquote>
<h3 class="p1"><span class="s2">O conselho de um jovem diretor</span></h3>
<figure id="attachment_3044" aria-describedby="caption-attachment-3044" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3044" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/9465839a-8de4-4642-8117-030440708a86-768x1024.jpeg" alt="" width="768" height="1024" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/9465839a-8de4-4642-8117-030440708a86-768x1024.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/9465839a-8de4-4642-8117-030440708a86-225x300.jpeg 225w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/9465839a-8de4-4642-8117-030440708a86-1152x1536.jpeg 1152w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/9465839a-8de4-4642-8117-030440708a86.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption id="caption-attachment-3044" class="wp-caption-text">Foto: acervo do Clube Metrópole</figcaption></figure>
<p class="p1"><span class="s1">Aos que sonham em trilhar carreira no mercado cultural e criativo, especialmente dentro da comunidade LGBTQIAPN+, Victor resume seu conselho em duas palavras:</span></p>
<blockquote>
<h3 class="p1"><span class="s2">“Não desista!”</span><span class="s1">.</span></h3>
</blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">E é justamente essa perseverança que mantém a Metrópole viva como símbolo de resistência, diversidade e celebração. Um espaço que, sob a direção de Victor Hugo Bione, segue iluminando as noites do Recife e inspirando novas gerações.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-3048" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/5c22c11c-9b0f-43de-9364-810abdab5cad-1024x683.jpeg" alt="" width="800" height="534" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/5c22c11c-9b0f-43de-9364-810abdab5cad-1024x683.jpeg 1024w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/5c22c11c-9b0f-43de-9364-810abdab5cad-300x200.jpeg 300w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/5c22c11c-9b0f-43de-9364-810abdab5cad-768x512.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/5c22c11c-9b0f-43de-9364-810abdab5cad-1536x1024.jpeg 1536w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/5c22c11c-9b0f-43de-9364-810abdab5cad-2048x1366.jpeg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<h3 class="p1"><span class="s1">Confira a entrevista na íntegra:</span></h3>
<h4 class="p1"><span class="s1">1.A Metrópole chega aos 23 anos como a boate LGBTQIAPN+ mais longeva do Nordeste. Na sua visão, o que explica essa longevidade e relevância?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Acho que é uma cadeia de construção que vem sendo feita ao longo dos anos. A quantidade de gente incrível e talentosa que constrói nosso dia a dia é nossas noites é imensurável. Artistas, gerentes, barmans, equipe de limpeza, equipe de estoque, equipe de caixa, equipe administrativa e de produção, seguranças e com toda certeza, o público. A Metrópole tem o amor e afeto das pessoas, todas as gerações lgbt+ desde 2003 até hoje tem uma história pra contar na Metrópole e isso se extende até os dias atuais. </span></p>
<h4 class="p1"><span class="s1">2. O nome “Metrópole” remete à pulsação da vida urbana. De que forma esse conceito ainda inspira a programação e a identidade do clube hoje?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Em uma Metrópole você encontra de tudo um pouco e acho que a palavra que define isso é Diversidade. Para mim, se você perguntar o que define a Metrópole em uma palavra eu falaria essa: Diversidade. Somos diversos nas pistas, no público, no som, em tudo. Isso é inspirador e a cara não só de uma Metrópole mas, do mundo.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s1">3.Qual o papel que a Metrópole desempenha na cultura queer recifense e como você enxerga sua influência no cenário nacional?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Somos de fato um território cultural lgbt+. Nosso palco é o start de muitas pessoas e atravessa gerações. Fizemos recentemente um show de Sharlene Esse é Odilex, elas performam Gal Costa e e maria bethânia nesse número que é feito há nada mais nada menos que mais 40 anos, desde o começo dos anos 80 na Misty, umas das primeiras boates lgbt+ de Recife. Ao mesmo tempo, temos um projeto incrível com o Drag Phenomena, nova geração de drag queens que fizeram brunchs e watch party’s na metrópole. Isso tudo é poderoso e por si só se explica. </span></p>
<h4 class="p1"><span class="s1">4.A pista New York passou por uma grande reforma, com novo som, iluminação e acessibilidade. Quais foram os principais objetivos dessa transformação?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">A NY é um coração pulsante da Metrópole. Nela grandes nomes do eletrônico internacional pisaram e tivemos shows como Pabllo Vittar e Ludmilla. Ali também funcionou a Misty, boate nos anos 80 que significa muito para cultura lgbt+ do país assim como a Metrópole. 2025 foi um ano de novidades e começamos pela NY que veio com uma cabine interativa inspirada em uma cabine que vimos em Berlim e uma estrutura de som 100% nova. O público merece e tudo isso é pra eles.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s1">5.Como vocês equilibram a preservação da história da casa com a necessidade de se reinventar para as novas gerações?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">É o maior desafio pois atravessar gerações e isso! Trabalhar com os dois públicos exige agradar ambos e às vezes não é possível agradar ambos. Esse choque de gerações é muito grande pois a pandemia mudou tudo, o mundo é outro, o mercado musical é outro e o que essa nova geração consome é muito deferente das anteriores. Mas, dentro do possível, acho que a galera gosta bastante de tudo isso esse é o maior feedback.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s1">6. Há mais novidades ou projetos de expansão que o público pode esperar após essa celebração de 23 anos?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Com certeza, temos muitos projetos, principalmente estruturais. Porém obra requer tempo e não conseguimos deixar as coisas fechadas por muito tempo. A Pista NY mesmo ficou 2 meses fechada para as obras. Então esses processos exigem muito planejamento.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s1">7. O projeto Love Noronha chamou atenção por unir música, diversidade e o cenário paradisíaco do arquipélago. Como nasceu essa ideia e qual foi o impacto dela na cena cultural LGBTQIAPN+?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">O Love é um projeto muito lindo construindo por minha mãe. Começou lá em 2012 e se extende até hoje. Noronha é um paraíso e com o Love tudo fica mais mágico. A gente deixa a ilha um verdadeiro arco íris de diversidade. Acho que o mais incrível do love é unir essas noites de muita música boa com turismo, gastronomia, natureza e muito orgulho. Isso é um diferencial muito grande dentro do cenário. </span></p>
<h4 class="p1"><span class="s1">8. Quais os próximos passos do Love Noronha? Podemos esperar novas edições ou desdobramentos em outros lugares?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Com certeza, a gente encerra uma edição já estruturando a outra e, cada ano, tudo melhor e mais lindo.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s1">9. Como você avalia o momento atual da cena cultural LGBTQIAPN+ no Recife? Quais os avanços e os desafios mais urgentes?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Recife sempre foi e sempre será um grande cenário cultural a nível internacional. A gente tem muita gente boa aqui e isso é real. Acho que a situação econômica do país em geral prejudicou muito nosso setor de entretenimento em vários aspectos. Muitas casas fecharam, festas diminuíram suas frequências ou acabaram e isso acaba deixando muito limitada as oportunidades para artistas, sabe? Acho que é necessário com urgência um olhar mais sensível do estado pra esse setor, facilitar a execução dos eventos, reduzir esses impostos absurdos que pagamos e impossibilitam demais que qualquer empreendedor empreenda.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s1">10. A Metrópole sempre foi um espaço de resistência e afirmação. Em um cenário em que o conservadorismo ainda cresce em algumas frentes, como o clube se posiciona e se mantém firme?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Essas pessoas sempre vão existir e não podemos dar espaço. Acho que a partir do momento que uma boate lgbt+ abre toda semana, drags fazem show, djs lgbt+ tocam e pessoas lgbt+ saem de casa pra trabalhar na noite, nós já mostramos pra eles que esse mundo é nosso também. Resistir é isso, ir de encontro com o que eles querem é com os “lugares” que querem nos colocar. A gente é e está onde queremos.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s1">11. De que maneira vocês buscam dialogar com pautas contemporâneas da comunidade LGBTQIAPN+, como inclusão, acessibilidade e interseccionalidade?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Estamos sempre nos capacitando e capacitando nossa equipe. Informação é uma riqueza inestimável, educar é o grande segredo para mudarmos tudo. Então estamos sempre nos educando e educando nossos colaboradores. Hoje temos o PajuBar que é um bar 100% acessível e sonhamos muito em ampliar isso cada dia mais.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s1">12. Para além da balada, a Metrópole se tornou uma marca cultural de Recife. Que legado você acredita que esse espaço já deixou e ainda pretende deixar para as próximas gerações?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Hoje somos um ponto turístico e isso é muito poderoso. As pessoas vem a Recife e querem conhecer a Metrópole e quando entram ficam fascinadas com nossa estrutura. Com certeza o maior legado é saber que um TERRITÓRIO LGBT+ é um dos maiores do país, estamos entre os 5 clubs mais antigos do Brasil, procurado e respeitado. Isso marca muito um espaço da comunidade e é resistência pura.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s1">13. Você também é um jovem empreendedor que ajuda a conduzir uma das casas mais importantes da cena LGBTQIAPN+ do país. Que conselho daria para quem deseja trilhar um caminho no mercado cultural e criativo, especialmente dentro da comunidade?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Duas palavras. Não desista! Esse é o grande “segredo”</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s1">14.Sua mãe, Maria do Céu, construiu um legado de resistência e pioneirismo com a Metrópole. Como é para você dar continuidade a essa história tão forte?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Uma grande responsabilidade. Eu falo que, na minha opinião, ela é a maior produtora e empresária nesse país e não é porque é minha mãe não, é uma realidade. Então pra mim é muita responsabilidade continuar essa história.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s1">15. Qual foi o maior aprendizado que você trouxe dela para sua atuação como diretor artístico?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Nossa, são muitos, mas acho que o que eu mais aprendi é a não desistir mesmo independente da situação. A vida são ciclos e temos que estar preparados para eles e nos dedicar absolutamente sempre com muita responsabilidade. Aprendi demais isso com ela</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s1">16. Antes de assumir esse papel, qual foi sua trajetória pessoal e profissional? Como ela se conecta ao seu trabalho atual na Metrópole?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Eu nunca tive muito uma definição do que seria meu futuro, as coisas foram realmente acontecendo e seguindo o fluxo e eu gosto disso. Faço coisas muito distintas: Produzo eventos e faço faculdade de direito. Então imagine, gosto de muita coisa e tudo foi acontecendo do nada. Comecei a produzir eventos quase que em uma brincadeira e há 5 anos é meu sustento, vivo disso e sou apaixonado. Já trabalhei também em uma empresa de segurança patrimonial kkk e sou desses, onde me botar eu faço e me dedico mas o que amo mesmo e considero meu ofício é fazer eventos.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s1">17. Como você equilibra sua identidade enquanto artista/empreendedor e, ao mesmo tempo, herdeiro de uma marca cultural tão importante?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Sou muito responsável e profissional. Não misturo as coisas mesmo e acho que isso me traz uma dedicação muito grande. Tenho uma rotina puxada e de muito trabalho que se une com o estudo e a vida pessoal e amo isso. Cresci em uma casa e família de trabalhadores , gente que trabalhava de domingo a domingo então é como sou, faz parte de mim.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s1">18. Que sonhos e projetos pessoais você ainda pretende realizar dentro ou fora da Metrópole?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Nossa, tenho tantos sonhos. Uma das minhas maiores vontades é trazer RuPaul para dentro da metrópole independente de como seja essa aparição e quem sabe né ? Mas passaria aqui uma noite inteira dizendo todos os meus sonhos e projetos.</span></p>
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		<title>Elon: a personificação do novo pop paraibano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Papo Pop]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Sep 2025 23:08:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Elon é, sem exagero, o novo pop do Nordeste. Sua arte não se limita a melodias, mas transborda como uma força de identidade, resistência e afeto. É música que pulsa no corpo e reverbera na alma, atravessando fronteiras geográficas e emocionais. Em meio a tantas vozes que ecoam no cenário nacional, Elon se distingue como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="p1"><span class="s1">Elon é, sem exagero, o </span><span class="s2">novo pop do Nordeste</span><span class="s1">. Sua arte não se limita a melodias, mas transborda como uma força de identidade, resistência e afeto. É música que pulsa no corpo e reverbera na alma, atravessando fronteiras geográficas e emocionais. Em meio a tantas vozes que ecoam no cenário nacional, Elon se distingue como a </span><span class="s2">nossa turmalina Paraíba</span><span class="s1">: rara, preciosa, luminosa e inconfundível, capaz de refletir múltiplas cores em uma sonoridade única que une sertão e contemporaneidade, tradição e vanguarda.</span></p>
<figure id="attachment_3003" aria-describedby="caption-attachment-3003" style="width: 678px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3003" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Elon-Foto-Kecia_Andrade-7-1-678x1024.png" alt="" width="678" height="1024" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Elon-Foto-Kecia_Andrade-7-1-678x1024.png 678w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Elon-Foto-Kecia_Andrade-7-1-199x300.png 199w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Elon-Foto-Kecia_Andrade-7-1-768x1160.png 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Elon-Foto-Kecia_Andrade-7-1-1017x1536.png 1017w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Elon-Foto-Kecia_Andrade-7-1-1356x2048.png 1356w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Elon-Foto-Kecia_Andrade-7-1-scaled.png 1696w" sizes="(max-width: 678px) 100vw, 678px" /><figcaption id="caption-attachment-3003" class="wp-caption-text">Foto: Kecia Andrade</figcaption></figure>
<p class="p1"><span class="s1">No espetáculo </span><span class="s2">“Transverberar”</span><span class="s1">, título de seu próximo álbum a ser lançado em 2026, Elon se coloca como canal de energia criativa. A palavra carrega em si o sentido de atravessamento, de permitir que a luz penetre e se manifeste. Não à toa, o artista vê nesse gesto uma experiência de redenção e plenitude, em que amor e política se entrelaçam como fios inseparáveis de sua obra. Elon dança, canta e vibra para que o público se deixe também atravessar, compartilhando uma experiência de libertação e cura coletiva.</span></p>
<figure id="attachment_3005" aria-describedby="caption-attachment-3005" style="width: 678px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3005" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Elon-Foto-Kecia_Andrade-10-678x1024.png" alt="" width="678" height="1024" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Elon-Foto-Kecia_Andrade-10-678x1024.png 678w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Elon-Foto-Kecia_Andrade-10-199x300.png 199w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Elon-Foto-Kecia_Andrade-10-768x1160.png 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Elon-Foto-Kecia_Andrade-10-1017x1536.png 1017w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Elon-Foto-Kecia_Andrade-10-scaled.png 1696w" sizes="(max-width: 678px) 100vw, 678px" /><figcaption id="caption-attachment-3005" class="wp-caption-text">Foto: Kecia Andrade</figcaption></figure>
<p class="p1"><span class="s1">Sua obra nasce do </span><span class="s2">sertão paraibano</span><span class="s1">, mas nunca se fecha em si mesma. Pelo contrário, é justamente da raiz que surge a expansão. Elon acredita que quanto mais original e local é uma criação, mais universal se torna. E é nesse trânsito entre a oralidade ancestral e as telas dos celulares, entre a seresta e o rock’n’roll, entre o imaginário sertanejo e a estética global, que ele encontra o seu lugar. Como tantos marcos da música brasileira, da Tropicália ao Manguebeat, do forró reinventado por Lucy Alves às ousadias de Totonho e Jaguaribe Carne, Elon inscreve sua trajetória na linhagem de quem transforma, renova e reposiciona o Nordeste como vanguarda.</span></p>
<figure id="attachment_3008" aria-describedby="caption-attachment-3008" style="width: 684px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3008" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/010625-COQUETELMOLOTOV-JP_201-684x1024.jpeg" alt="" width="684" height="1024" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/010625-COQUETELMOLOTOV-JP_201-684x1024.jpeg 684w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/010625-COQUETELMOLOTOV-JP_201-200x300.jpeg 200w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/010625-COQUETELMOLOTOV-JP_201-768x1150.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/010625-COQUETELMOLOTOV-JP_201-1026x1536.jpeg 1026w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/010625-COQUETELMOLOTOV-JP_201-1368x2048.jpeg 1368w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/010625-COQUETELMOLOTOV-JP_201-scaled.jpeg 1710w" sizes="(max-width: 684px) 100vw, 684px" /><figcaption id="caption-attachment-3008" class="wp-caption-text">Foto: Elon no Coquetel Molotov Negócios.</figcaption></figure>
<p class="p1"><span class="s1">Mas sua canção não nasce apenas de referências históricas ou movimentos culturais. Elon compõe da vida cotidiana: de uma conversa no WhatsApp, de um gesto simples na rua, de um lampejo durante uma caminhada ao entardecer. É desse universo aparentemente banal que ele lapida sentimentos em forma de música, criando canções que conseguem ser ao mesmo tempo acessíveis e profundas. Seu pop é paradoxal e, por isso mesmo, fascinante: </span><span class="s2">ancestral e futurista, festivo e político, urbano e místico</span><span class="s1">.</span></p>
<figure id="attachment_3009" aria-describedby="caption-attachment-3009" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3009" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Elon-Foto-Bruna-Dias-10-1024x683.jpeg" alt="" width="800" height="534" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Elon-Foto-Bruna-Dias-10-1024x683.jpeg 1024w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Elon-Foto-Bruna-Dias-10-300x200.jpeg 300w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Elon-Foto-Bruna-Dias-10-768x512.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Elon-Foto-Bruna-Dias-10-1536x1024.jpeg 1536w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Elon-Foto-Bruna-Dias-10-2048x1365.jpeg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-3009" class="wp-caption-text">Foto: Bruna Dias.</figcaption></figure>
<p class="p1"><span class="s1">A circulação de </span><span class="s2">“Transverberar”</span><span class="s1"> por cidades como João Pessoa, Pocinhos e Pombal adquire contornos simbólicos. Na capital paraibana, cidade que hoje o acolhe, Elon integra parcerias e projeta seu trabalho para um público diverso. Em Pocinhos, estreia no palco do Teatro Sebastião Vasconcelos, reafirmando sua força no agreste. Mas é em Pombal, sua terra natal, que a emoção se torna rito de origem: cantar no Cine Teatro Murarte, espaço construído por sua família, é como devolver à comunidade a arte que dela nasceu. É retorno, reencontro e celebração.</span></p>
<p><iframe title="Elon - Transverberar" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/dz_yqnpI0lY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="p1"><span class="s1">E se o presente já brilha, o futuro se anuncia com potência. </span><span class="s2">2026</span><span class="s1"> será o ano do primeiro álbum solo de Elon, um trabalho gestado com garra e fé, feito na independência, sem gravadora, mas com a força de uma equipe inteiramente paraibana. É um gesto político e estético: mostrar que a Paraíba não é apenas consumidora, mas criadora de obras de excelência, capaz de dialogar de igual para igual com a cena nacional e internacional.</span></p>
<figure id="attachment_3010" aria-describedby="caption-attachment-3010" style="width: 684px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3010" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/010625-COQUETELMOLOTOV-JP_200-684x1024.jpeg" alt="" width="684" height="1024" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/010625-COQUETELMOLOTOV-JP_200-684x1024.jpeg 684w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/010625-COQUETELMOLOTOV-JP_200-200x300.jpeg 200w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/010625-COQUETELMOLOTOV-JP_200-768x1150.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/010625-COQUETELMOLOTOV-JP_200-1026x1536.jpeg 1026w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/010625-COQUETELMOLOTOV-JP_200-1368x2048.jpeg 1368w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/010625-COQUETELMOLOTOV-JP_200-scaled.jpeg 1710w" sizes="(max-width: 684px) 100vw, 684px" /><figcaption id="caption-attachment-3010" class="wp-caption-text">Foto: Elon no Coquetel Molotov Negócios.</figcaption></figure>
<p class="p1"><span class="s1">No palco, Elon não é apenas intérprete: é corpo em êxtase, canal de energia e de esperança. Sua performance, descrita como quente, intensa e sensível, busca despertar no público mais do que a fruição estética — ela convida a sonhar coletivamente com um mundo sem exclusão, sem violência, com mais ternura e mais afeto.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Transverberar (Ao Vivo)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/track/5qXJnICug030rVRePU1XWM?si=XZeZG-1nQBidEp9fnw549Q&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1"> “</span><span class="s2">A felicidade é um direito primordial, e toda Fulô merece encontrar o seu lugar de plenitude</span><span class="s1">”, afirma.</span></p>
</blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">Elon é, portanto, mais do que um artista emergente: é a materialização de um </span><span class="s2">Nordeste que se reinventa</span><span class="s1">, que honra sua ancestralidade e a projeta para o futuro. Como a turmalina Paraíba, ele irradia em múltiplas tonalidades, revelando ao Brasil e ao mundo que do sertão brota não apenas resistência, mas também o brilho mais raro e precioso da música contemporânea.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Transverberar" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/track/23qA8bAY4iaKRV9HvrswMi?si=dd8i7HMdRoyx3SJGBAkQYA&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 class="p1"><span class="s1">Confira a entrevista na íntegra:</span></h3>
<h4 class="p1"><span class="s2">-O título do show, TRANSVERBERAR, carrega um sentido de atravessamento, de deixar-se tocar e ser afetado profundamente. Para você, o que significa se transverberar no processo criativo e na vida? Esse atravessamento é mais um gesto de entrega íntima ou um convite para que o público também se deixe atravessar pela experiência da sua música?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">TRANSVERBERAR significa reluzir, deixar a luz atravessar. Escolhi esse título tanto por uma das canções que integram esse trabalho quanto pela sensação que ela me causa de forma intuitiva, algo como uma redenção. Tem a ver com a sensação que quero transmitir com o show e com o álbum desse projeto (que está a caminho). Penso que o que mais comunica com o público nesse trabalho é o fato de tratar de emoções humanas, o amor também como um ato político. O que eu mais gostaria de sentir e transmitir é a sensação de plenitude, convidando o público a dançar e também alimentando reflexões. A felicidade é um direito primordial, e “toda Fulô merece…” encontrar o seu lugar de plenitude.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s2">-Sua obra parte do sertão como paisagem afetiva, cultural e simbólica, mas também se abre a sonoridades contemporâneas e globais. Como você enxerga esse trânsito entre raízes e modernidade? E de que forma esse diálogo constante entre o local e o universal se torna parte da sua identidade artística?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Ouvi em algum momento que quanto mais original e local for um trabalho, mais universal ele é. Isso porque os signos que permeiam a cultura de um lugar carregam histórias que atravessam a história cultural do mundo e foram transmitidas de diversas formas: pela oralidade, pelas artes e também pelas telas dos celulares. O compartilhamento de informações está a todo vapor, modificando nossa percepção de mundo. Isso reflete na estética do que entregamos com novas técnicas e possibilidades.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Isso não é novidade na música brasileira. O Brasil é um país muito rico e diverso, sabe compreender as transformações globais e como devolvê-las, criando novas histórias, tendências, ritmos e sensações. Basta pensar em movimentos como o Tropicalismo, o Manguebeat, o Funk, a música do Norte… Aqui na Paraíba, Jaguaribe Carne foi e é escola. É também sobre Lucy Alves, abrindo um outro lugar estético no forró. É também sobre Totonho. Eu também caminho nesse sentido de transformação e penso que é uma forma de reverberar uma identidade que não é só minha, mas de todo um povo. Fazer música a partir do meu lugar geográfico e de fala me faz pensar que também posso contribuir com a renovação da música nordestina, que historicamente sempre esteve na vanguarda.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s2">-Muitos dizem que você representa o novo pop da Paraíba para o mundo. Esse pop que você constrói parece acolher contradições: é ancestral e futurista, festivo e político, místico e urbano. De que forma você traduz essas múltiplas camadas em canções que conseguem ser ao mesmo tempo acessíveis e profundas?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Compor é uma forma de resolver um sentimento, se dedicando às palavras e à melodia. Aí eu vou brincando com as ideias, que podem chegar de qualquer lugar: de uma conversa de mesa de bar, do WhatsApp ou de alguma reflexão repentina quando faço caminhada no fim da tarde. Não faço muito alarde para aparecer, mas também é um processo que requer lapidação. Está de mãos dadas com a comunicação, né? Sem ela, aonde vai?</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s2">-A circulação do espetáculo por cidades como João Pessoa, Pocinhos e Pombal tem sentidos diferentes, principalmente quando você retorna à sua cidade natal. O que esses territórios significam para você e como dialogam com sua trajetória? Existe uma diferença entre cantar para o público que acompanha sua carreira em grandes centros e cantar para a comunidade que conhece suas origens?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Esse curto circuito de setembro está sendo especial pela oportunidade de passar por três cidades em regiões diferentes da Paraíba. João Pessoa é a cidade que me acolhe hoje e é onde me apresento com mais frequência. Fizemos a “Noite do Auge” na Vila do Porto, em parceria com Nathalia Bellar e as produtoras Anabi Pinheiro e Luiza Oliveira.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Em Pocinhos, no agreste, tive a satisfação de cantar pela primeira vez no Teatro Municipal Sebastião Vasconcelos, um espaço importante com realização do Centro Cultural Banco do Nordeste – Sousa. Também será especial em Pombal, ainda mais porque será no quintal da minha casa, no Murarte, espaço desenvolvido por minha família. Para mim, é simbólico poder voltar nesse momento e cantar no lugar que me criou. Estou completando 32 anos e preparando um disco. Lá é a origem do que sou no mundo.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Esse show em Pombal também finaliza o projeto aprovado pela Bolsa Funarte de Música Pixinguinha, que realizou nosso show também em Manaus-AM (no Bloco da Cobra Grande) e em São Paulo, na programação noturna da SIM SP, através do PARAHYBRIDAS.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Esse tem sido um período de fortalecer a consistência do projeto, com a oportunidade de chegar a diversos espaços, apresentar o repertório do álbum que está por vir e encontrar novas conexões. Amo esse processo e agradeço. Mas cantar em casa tem uma emoção diferente; o coração bate mais forte numa ansiedade boa de sentir. Estarei entre pessoas amigas.</span></p>
<h4>-No espetáculo, o corpo é parte essencial da narrativa. Não apenas a voz ou os instrumentos, mas o corpo como presença cênica, política e espiritual. De que maneira ele se torna veículo de criação e comunicação com o público? Você considera que o corpo também carrega a memória coletiva e, portanto, canta junto com você?</h4>
<p>Uma boa e bonita pergunta. Cada parte do corpo e cada forma de movimentar (ou não) guarda as memórias que fazem nossa forma de existir no mundo. E cada corpo carrega a sua própria trajetória, suas limitações, sua envergadura. O corpo é político quando assume o seu lugar, e o público inevitavelmente se conecta com as diferenças, as semelhanças e a plenitude de um corpo em movimento. O palco é sagrado porque é um momento de constatação plena de que só existe o agora entre artista e público. Quando o corpo tá pra jogo, o som da voz sai com mais confiança e naturalidade. O público acessa suas memórias, porque o intérprete em cena também acessa às suas.<br />
Embora possa não parecer, eu sempre fui uma pessoa tímida, com o tempo a gente vai encontrando um jeito e entendendo cada momento de um roteiro musical. O figurino também favorece a criatividade e o improviso. Gosto de utilizar elementos cênicos nesse show e tenho utilizado uma máscara de crânio pintado de dourado como amuleto de proteção.</p>
<h4>-Suas composições falam de emoções humanas, do imaginário amoroso e também de questões sociais urgentes. Como equilibrar a delicadeza do afeto com a contundência das denúncias? Existe para você um ponto em que amor e política se encontram dentro da mesma canção?</h4>
<p>O palco é o lugar da beleza e também da denúncia. Acredito muito no poder que a arte tem de provocar as consciências ou propor perspectivas melhores de sociedade. Seja falando de amor ou política, existe um contexto histórico e social que nos atravessa e interfere no que está sendo dito pela canção e como. A arte deixa de ser somente por ela e passa a refletir o imaginário e às necessidades de um momento, um grupo, uma comunidade. Tudo é política, inclusive os afetos.nesse sentido, a delicadeza e a contundência não estão distantes. A música e o silêncio são também posicionamentos. Além disso, a poesia abre caminhos pra que a arte não incorra no risco de ser meramente panfletária.</p>
<h4>-Sua performance no palco tem sido descrita como quente, intensa e sensível, um mergulho de energia e emoção. O que você busca despertar no público em cada apresentação? Você acredita que a música pode ser uma experiência de cura coletiva ou de transformação interior?</h4>
<p class="p1"><span class="s1">Acredito que a música, quando feita com verdade, gera um deslumbre, um delírio de prazer e uma transformação, sim. Ela se relaciona com o contexto no qual está inserida. Quando estou no palco, sou canal. Através da arte, também busco uma cura, uma esperança. A apresentação é um momento de partilha dessa esperança.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">O mundo anda cada vez mais apressado, e precisamos refletir sobre questões psicológicas, políticas e sociais para resolvê-las. Ainda vivemos na era das imagens. A busca aqui é utilizar o espetáculo para projetar um mundo sem exclusão e violência. Uma utopia, talvez. Mas quando a gente sonha coletivamente, chega mais perto da realidade.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s2">-Pensando no futuro, com o lançamento do álbum previsto para 2026, quais caminhos você deseja abrir com a sua arte? Que impacto espera gerar, não apenas na sua carreira, mas também na cena musical brasileira e no público que se conecta com a sua obra?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">2026 está logo ali e vem chegando com novidades. Nesse trabalho, existe uma potência que já vem se revelando desde que começamos a trabalhar esse repertório publicamente. De certa forma, a turnê do disco já começou, e fico muito feliz em ver que o público já está aprendendo a cantar as músicas antes do lançamento. Isso me traz a expectativa de que será um disco bastante ouvido e compartilhado.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Embora eu já tenha outros trabalhos lançados, </span><span class="s2">“Transverberar”</span><span class="s1"> será o meu primeiro álbum solo. Está sendo preparado com muito amor, e quero entregá-lo da melhor forma possível. Preciso dizer que este trabalho é feito na garra e na fé que precisa ter quem é artista independente. Não tenho contrato com gravadora no momento e sou minha própria empresa. Isso me coloca muitos desafios. Por ser fruto do meu próprio trabalho com a música, me provoca muita empolgação.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">É um projeto desenvolvido a partir da Paraíba, com equipe totalmente paraibana. Nosso estado tem uma tendência de valorizar mais produtos artísticos de fora, e um dos meus objetivos é mostrar à Paraíba que temos potência para realizar trabalhos excelentes. Penso que a importância desse projeto está na expectativa de poder contribuir para que a Paraíba esteja presente nos movimentos atuais da música e, indo mais fundo, na presença do sertão nordestino na música pop brasileira.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Hoje ouço como está ficando o trabalho e me sinto inteiramente ali (a sensação de plenitude que falei). Em breve, estará no mundo, nos fones de ouvido e nas caixinhas de som que esse trabalho alcançar. Boto muita fé no som.</span></p>
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		<title>Indy: a força criativa que transforma raízes em canções e abre caminhos para mulheres na música</title>
		<link>https://papopopcast.com.br/2025/09/16/indy-a-forca-criativa-que-transforma-raizes-em-cancoes-e-abre-caminhos-para-mulheres-na-musica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Papo Pop]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Sep 2025 23:29:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ser artista independente no Brasil é um ato de resistência. Em um cenário em que a indústria fonográfica ainda concentra esforços em grandes estruturas e gravadoras, artistas como Indy provam que é possível trilhar uma jornada sólida com autonomia, coragem e criatividade. Cantora, compositora e produtora, ela já soma 10 singles lançados de forma independente, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="p1"><span class="s1">Ser artista independente no Brasil é um ato de resistência. Em um cenário em que a indústria fonográfica ainda concentra esforços em grandes estruturas e gravadoras, artistas como </span><span class="s2">Indy</span><span class="s1"> provam que é possível trilhar uma jornada sólida com autonomia, coragem e criatividade. Cantora, compositora e produtora, ela já soma 10 singles lançados de forma independente, ultrapassando a marca de 500 mil plays no Spotify, e constrói um espaço próprio que mistura talento, ancestralidade e muita disciplina.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Nascida na Bahia e criada em Aracaju, Indy carrega em sua identidade artística as cores e os sons de dois territórios profundamente marcados pela diversidade cultural. O encontro dessas raízes pulsa em sua sonoridade, que transita entre o popular e o contemporâneo sem perder a essência da brasilidade.<br />
</span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“É um sonho fazer com que essas influências culturais dialoguem com a música produzida ao redor do mundo”, revela a artista, que tem investido em parcerias criativas para alcançar novos públicos.</span></p>
</blockquote>
<h4 class="p1"><span class="s2">A compositora que canta muitas vozes</span></h4>
<figure id="attachment_2948" aria-describedby="caption-attachment-2948" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-2948" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_5254-875x1024.jpeg" alt="" width="800" height="936" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_5254-875x1024.jpeg 875w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_5254-256x300.jpeg 256w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_5254-768x898.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_5254.jpeg 1179w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-2948" class="wp-caption-text">Foto: Com Luana Matos, Tassia Morais e Lari Tavares, parceiras de composição do Escrito por Elas</figcaption></figure>
<p class="p1"><span class="s1">Se como intérprete Indy ergue uma carreira independente consistente, como compositora ela já se consolidou como uma voz que ecoa em muitos timbres. Suas músicas foram gravadas por artistas de estilos distintos, de Mariana Aydar a Raphaela Santos, de Márcia Fellipe a Natanzinho Lima, além de nomes como Michele Andrade e Filhos de Jorge. Essa versatilidade comprova não apenas sua habilidade em escrever para diferentes gêneros, mas também sua paixão pelo Brasil e sua pluralidade.</span></p>
<figure id="attachment_2949" aria-describedby="caption-attachment-2949" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-2949" src="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_5255-1024x648.jpeg" alt="" width="800" height="506" srcset="https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_5255-1024x648.jpeg 1024w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_5255-300x190.jpeg 300w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_5255-768x486.jpeg 768w, https://papopopcast.com.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_5255.jpeg 1179w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-2949" class="wp-caption-text">Foto: Com o projeto Salvador de Ponta a Ponta, no carnaval do Pelourinho 2025</figcaption></figure>
<p class="p1"><span class="s1">Essa trajetória já lhe rendeu conquistas marcantes: em 2024, venceu o </span><span class="s2">Prêmio Música do São João da Bahia</span><span class="s1"> com uma canção coassinada por ela; e em 2025, chegou ao </span><span class="s2">Top 50 Brasil do Spotify</span><span class="s1">, ocupando a 16ª posição com “Você Lembra”. São marcos que, segundo Indy, significam não apenas reconhecimento pessoal, mas também profissional, já que no meio artístico a comprovação de talento muitas vezes é medida pelos feitos conquistados.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s2">Independência, coletividade e protagonismo feminino</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Além de sua atuação artística, Indy é também produtora cultural e empreendedora criativa. À frente do projeto </span><span class="s2">Salvador de Ponta a Ponta</span><span class="s1">, realizado por dois anos consecutivos no Carnaval do Pelô, ela investe em iniciativas que não apenas movimentam a cena cultural, mas também ajudam a aproximar o público de suas próprias raízes.</span></p>
<p><iframe title="Todo Mundo É Leve (Indy ft. Adão Negro)  - áudio oficial" width="800" height="600" src="https://www.youtube.com/embed/cGKKuvosbeg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="p1"><span class="s1">Outro ponto essencial de sua caminhada é o engajamento na luta por maior representatividade feminina na música. A artista integra o projeto </span><span class="s2">Escrito Por Elas</span><span class="s1">, ao lado de Luana Matos, Tássia Morais e Lari Tavares, um coletivo de compositoras que fomenta espaços para mulheres no mercado musical. Ela também já colaborou com iniciativas como </span><span class="s2">Som Por Elas</span><span class="s1"> (da Pagode Por Elas) e o </span><span class="s2">HitDelas</span><span class="s1"> (da Hitlab). Para Indy, ampliar a presença das mulheres na indústria não é apenas uma questão de justiça, mas de enriquecer o próprio repertório cultural brasileiro.</span></p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">“Conhecer compositoras como Chiquinha Gonzaga, Anastácia e Marília Mendonça me inspira a tornar as coisas melhores para quem vem depois”, explica.</span></p>
</blockquote>
<h4 class="p1"><span class="s2">Horizontes e sonhos</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">No curto prazo, Indy já trabalha em novos lançamentos: um </span><span class="s2">EP em parceria com a Hitlab</span><span class="s1">, a captação de recursos para um projeto formativo do </span><span class="s2">Escrito Por Elas</span><span class="s1"> e parcerias inéditas que serão lançadas nas vozes de outros artistas. Mas, olhando mais adiante, seu maior sonho é ter uma discografia completa, capaz de registrar todas as histórias que escolheu contar.</span></p>
<p><iframe title="Chá de Alecrim - Indy [Áudio Oficial + Lyric Video]" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/yXaTcMCEQmY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p class="p1"><span class="s1">Enquanto esse futuro chega, Indy segue se consolidando como um dos nomes mais promissores de sua geração, equilibrando sensibilidade, técnica e compromisso coletivo. Sua jornada mostra que ser independente não significa estar só: pelo contrário, é assumir a autoria da própria história enquanto abre caminhos para que outras vozes também possam florescer.</span></p>
<h3 class="p1"><span class="s2">Entrevista com Indy na íntegra</span></h3>
<h4 class="p1"><span class="s2">1. Indy, você já soma 10 singles lançados de forma independente e mais de 500 mil plays no Spotify. Como tem sido construir sua carreira de forma autônoma e conquistar esse espaço no cenário musical?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">É um desafio muito grande ser artista independente e lidar com a falta de estrutura, de pessoas e todas as outras demandas de construir uma carreira, mas ao mesmo tempo é uma oportunidade de se desenvolver em outras habilidades, honrar seu próprio ritmo e assumir mais responsabilidade por aquilo que você conquista ou não e ver, aos poucos, uma discografia sendo construída e esse espaço sendo conquistado é o combustível pra fazer ainda mais.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s2">2. Você participou de projetos como Chá das Cinco com Indy, Festival Música Viva, Projeto Mentoria do PopLine e outros. Qual desses momentos foi um divisor de águas na sua trajetória até aqui?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Todos os projetos que participei despertaram em mim a força do coletivo e isso tem feito muita diferença no meu caminho, mas o Projeto Mentoria me colocou frente a frente com nomes de muita experiência no mercado quando eu tinha só dois anos de carreira. Esse momento me mostrou o quanto eu estava segura sobre elementos muito importantes pra a construção de uma carreira como meu posicionamento, meu discurso e a sonoridade que eu tava buscando e me deu forças pra me jogar ainda mais no mercado.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s2">3. Sendo baiana criada em Aracaju, como essas duas culturas dialogam na sua música e na sua identidade artística?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Eu tenho muito orgulho dos lugares onde nasci e cresci e, ao longo da minha profissionalização na música durante alguns anos junto com o produtor musical Marcos Sena, pude entender o quanto as raízes culturais de onde eu venho são a base da minha musicalidade e da minha criatividade. Hoje, posso dizer que é um sonho fazer com que essas influências culturais dialoguem com a música contemporânea produzida ao redor do mundo e alcancem ainda mais gente.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s2">4. Como compositora, você já foi gravada por artistas de diferentes estilos, de Mariana Aydar a Márcia Fellipe, passando por Raphaela Santos e Natanzinho Lima. O que essa versatilidade representa para você?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Eu sou uma pessoa completamente apaixonada pelo Brasil e sua pluralidade. Pelos nossos ritmos, nossa culinária, nosso jeito de falar e existir. Poder contar histórias como compositora de pontos de vistas diversos e abraçando também vários gêneros é uma oportunidade enorme de mergulhar ainda mais no que o nosso povo sente, pensa, vive e dança. Sou muito grata a todas as minhas parcerias de composição que me possibilitam essa versatilidade e me ensinam todos os dias.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s2">5. Em 2024, você venceu o prêmio de Música do São João da Bahia e, em 2025, alcançou o Top 50 Brasil no Spotify com a música “Você Lembra”. O que significaram esses reconhecimentos para sua trajetória como compositora?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Existe a satisfação pessoal, de ser reconhecida pelas coisas que eu crio, de saber que aquilo impactou os momentos de muita gente que ouviu, mas existe também a importância profissional. Nesse meio a gente não usa currículo e quem trabalha com arte precisa provar sua capacidade o tempo todo, principalmente as mulheres e pessoas de outros grupos vulneráveis, então esses marcos são de certa forma comprovações de até onde eu já consegui ir, que podem ser vistas de um jeito mais prático e rápido.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s2">6. Quando você escreve, pensa primeiro na sua própria interpretação ou já imagina a música sendo gravada por outros artistas?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Depende. Existem momentos em que eu componho por inspiração, por impulso criativo, mas quando você se torna uma compositora profissional é capaz de olhar para a sua carreira ou para a de um outro artista e entender as histórias que ele quer contar, as coisas que quer defender e faz de forma mais direcionada. Eu equilibro muito a inspiração com a rotina e a pesquisa, que me fazem evoluir como compositora e atender as oportunidades profissionais que surgem.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s2">7. Você também atua como produtora cultural, à frente do projeto Salvador de Ponta a Ponta, realizado no Carnaval do Pelô em dois anos consecutivos. O que te move a estar nesses bastidores da cultura além dos palcos?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">O Salvador de Ponta a Ponta é um projeto de muito valor, que foi idealizado junto com Marcos Sena e erguido por muita gente talentosa. O que me move é exatamente a oportunidade, para mim, para todos que trabalham nele e para o próprio público de se apropriar mais da cultura e dos lugares da nossa cidade. Muita coisa a gente consome sem saber de onde veio, e eu acredito que o projeto contribui com esse papel de mostrar de onde vem a musicalidade e alguns outros elementos da cultura baiana, além de proporcionar um showzão muito gostoso de curtir.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s2">8. Que aprendizados você leva desse trânsito entre ser artista, compositora e produtora?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Um grande aprendizado que eu vejo é o poder de iniciativa, aprender a capacidade de fazer acontecer aquilo que você quer realizar, mas existem vários outros como aprender a se organizar e planejar melhor, a trabalhar em coletivo e a se adaptar a vários cenários e possibilidades.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s2">9. Além da sua carreira, você também fomenta a cena da indústria musical com mulheres. Como surgiu esse compromisso de fortalecer a presença feminina nesse mercado?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Surgiu entendendo o quanto de desigualdade ainda existe nesse meio, mesmo com tantos avanços, e o quanto uma presença maior das mulheres nesse mercado traz benefícios não só para elas, mas também para todo o público que vai consumir as nossas narrativas e possivelmente se inspirar na nossa forma de conduzir as carreiras. Conhecer um pouco mais da história também me impulsionou muito. Entender o quanto compositoras como Chiquinha Gonzaga, Anastácia e mais recentemente Marília Mendonça tornaram as coisas melhores pra mim me faz querer tornar as coisas melhores pra quem vem também.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s2">10. Quais projetos você já realizou ou participou que tinham como objetivo abrir espaço para mulheres na música?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">O Escrito Por Elas é o principal projeto do qual faço parte nesse sentido. É por meio da união com Luana Matos, Tássia Morais e Lari Tavares (que teve a ideia do grupo) que me fortaleço como compositora, que aprendo todos os dias e que me sinto ainda mais motivada para, junto com elas, contribuir com a inserção de outras mulheres no mercado. Outros projetos que posso citar são a plataforma Som Por Elas (da Pagode Por Elas) e o HitDelas (da Hitlab).</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s2">11. Na sua visão, quais são os maiores desafios que as mulheres ainda enfrentam na indústria musical hoje?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">A dúvida sobre a nossa capacidade em relação a colegas homens, a desigualdade na remuneração e o acesso a determinados espaços, principalmente de gerenciamento, são o que mais observo ao meu redor, mas tenho tentado mapear muitos outros.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s2">12. O quanto a sororidade e a colaboração entre mulheres podem transformar o cenário artístico?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Acho que isso é algo imensurável. Não consigo descrever o quanto é importante se sentir compreendida, segura e impulsionada para quem trabalha com expressão, com vulnerabilidade e muitas vezes com exposição. As mulheres podem realmente fazer a diferença umas pelas outras e ocupar ainda mais espaços de uma forma saudável e mais coletiva.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s2">13. Que mensagem ou conselho você deixaria para jovens compositoras, cantoras e produtoras que sonham em seguir carreira na música?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Ria mais das suas ideias. Das que você achar que são ruins e principalmente das que te disserem que são ruins. Quanto mais você olhar com naturalidade pras suas ideias ruins, mais espaço você consegue abrir pra que as boas cheguem e mais prazer no caminho você consegue encontrar.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s2">14. O que podemos esperar da Indy nos próximos meses? Há novos lançamentos ou parcerias a caminho?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Tem novidades por vários lados! Estou em processo de gravação do meu EP em parceria com a Hitlab, em fase de captação de recursos para um projeto de formação do Escrito Por Elas para compositoras e tem composições muito interessantes que serão lançadas nas vozes de outros artistas.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s2">15. E olhando lá na frente: qual é o seu maior sonho artístico, aquele que ainda não realizou, mas que te move todos os dias?</span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Ter uma discografia lançada! Quero muito poder olhar pra trás e ver que consegui botar no mundo as histórias que eu quis contar.</span></p>
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